O que vamos lembrar de 2016 na Política?

“Dois mil e dezesseis foi um ano bastante importante”, esta certamente será a frase inicial de qualquer pessoa que será entrevistada daqui a 20, 30 anos.

Como um dos preceitos do jornalismo é antecipar o futuro. Vamos nos propor a fazer uma revisita neste ano e tentar projetar a importância de 2016 para a história.

Projetar o futuro é um exercício bem arriscado, pode-se acertar, como Os Simpsons, ou parecer longe da realidade, Futurama, por exemplo.

Começamos por política. Certamente, este ano foi um marco na história política mundial. Morte de Fidel Castro, Brexit, eleição de Trump e, no Brasil, impeachment de Dilma. Não é preciso nem ser especialista em política ou cientista político, para entender que o mundo deu uma guinada a direita.

Certo, até aí só redundância. Projetar o que esses fatos vão mudar no ciclo histórico mundial é um ato que junta de indução, dedução e abdução.

O impeachment de Dilma levou ao poder Temer e o presidente, propôs algumas mudanças no jeito de governar. Saíram às políticas assistencialistas e apostou-se na redução dos gastos do governo.

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Longe de querer ser alarmista e forçarmos comparações, mas… já vimos um cenário semelhante, com a Grécia, que sediou Jogos Olímpicos, em 2004, e passa por grave crise financeira e tem que, repetidas vezes, buscar empréstimos a países e fundos internacionais para manter o país.

A PEC 55, que limita o teto dos gastos públicos em 20 anos, influenciando áreas como saúde e educação, certamente terá um box especial nos futuros livros de história do Brasil. Ou trará frutos positivos e será aclamada como a salvadora da pátria ou será apenas um tópico, como os planos cruzados, cruzeiros e afins que tentavam salvar a economia pós-ditadura.

Voltamos para o espaço mundial: eleição de Trump. Um daqueles marcos do início de um novo ciclo, a volta da direita ao poder. Substituto de Obama, que será lembrado por ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, com um discurso pacífico e apaziguador, dono de uma boa retórica.

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Mudança total: entra um nacionalista, com um discurso xenófobo. Poderá ser lembrado no futuro como aquele que construiu o muro, que separa os EUA do México ou que deportou imigrantes ilegais. Ao que tudo indica, esses projetos maquiavélicos foram apenas retórica eleitoral vazia. Entretanto, as escolhas do governo sinalizam que ser das classes “menos favorecidas” lá no States não será fácil.

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Outro marco do novo ciclo é o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. É simbólico por atestar o enfraquecimento do regime de blocos econômicos: Mercosul, União Europeia. Retorno ao nacionalismo, nacionalismo lembra o que? Nazismo, Ditadura Militar, mas calma, sem alarmismo. São apenas questões que devemos pensar afinal este exercício de projetar o futuro é basicamente isso.

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Para finalizarmos, a morte de Fidel Castro. Figura importantíssima para entender o mundo no século XX. Culpado por alguns por atrasar a Ilha de Cuba, aclamado por outros por desafiar os Estados Unidos. Com a sua morte, a esquerda na América Latina continua rumo ao seu enfraquecimento. É outro marco simbólico da troca de poder: sai esquerda entra direita.

Resumindo, deveremos lembrar o ano de 2016, como o ano marco de transição do ciclo histórico esquerda-direita no poder. Dez, vinte, trinta anos deve ser o tempo para as previsões serem realizadas ou não. Em tempos de exposição dos fatos, que aconteceram neste ano, com o texto queremos alertar você a pensar e refletir sobre os acontecimentos.