Olimpíadas no teu país pra que(m)?

Foto: Wikipedia

Sou fã de esporte, daqueles que assiste do curling ao futebol. Quando o Brasil foi escolhido para sediar as, então longínquas, Olimpíadas de 2016, comemorei tanto quanto o presidente Lula.

Pensei é a minha chance de ver a festa do esporte aqui, no quintal de casa. Meu ufanismo era explicável estava com 13 anos, acompanhava ainda mais esporte. Ver os jogos no estádio era obrigação.

Se na Copa do Mundo, os 17 anos, poderiam atrapalhar meus planos de assistir de perto Xavi, Iniesta, Sneijder, Robben, Messi, Cristiano Ronaldo e cia. Com 19 anos, nas Olimpíadas era certo que eu estaria no estádio vendo o Bolt, na arena com LeBron e no parque aquático para ver Phelps e Cielo.

O fato é que as Olimpíadas começaram hoje, a Copa do Mundo passou já fazem dois anos e eu não fui/irei ao estádio. Assistirei sim, mas pela TV.

Planejei errado? Talvez.

Porém, com todos estes grandes eventos transmitidos pela televisão e eu agora como estudante de jornalismo (por causa do esporte), entendo que o lugar dos jogos não interfere em muito para o espectador.

Claro, que a cobertura das partidas aqui em solo brasileiro, dispõe de muito mais repórteres e muito mais detalhes. Contudo, como o Brasil é um país continental, a sensação que fica é que na verdade está se falando de um lugar pouco palpável e tão longínquo como as Olimpíadas de Pequim.

Parece estranho? Então vou explicar. O maior símbolo das Olimpíadas, por exemplo, o mais próximo que passou de onde moro foi 300 km. Pouco né? Não, bastante, afinal esperava ver tudo no local.

Foto: Wikipedia

Morar longe dos centros urbanos, muito distante da cidade olímpica, atrapalhou? Claro, mas tenho a sensação de até quem mora lá, se vê longe dos mega-eventos. Senti isso, neste ano, quando fui para Curitiba e conversei com um taxista, que afirmou que a Copa não mudou em nada a cidade, só deixou com mais congestionamento, e nem trouxe muitos turistas.

Salvo a importância simbólico-política e a aceleração da economia com as obras, agora, com o último grande evento acontecendo, observo que para os brasileiros, principalmente os de regiões periféricas e longínquas do país, a ideia que fica é de que os mega-eventos tanto faz o lugar são os mesmos.

Não creio que foi uma má ideia propor-se a sediá-los. Porém, fica a frustração, criada pelos pensamentos do primeiro momento, de ir ver os jogos nos estádios.

No momento, se os jogos fossem aqui ou em Londres, em Atenas, em Buenos Aires, em Budapeste, em Pequim, parece que eles são do mesmo jeito longínquos e belos.

Até o #SomosTodosOlímpicos afasta da identidade nacional, em decadência, em tempos difíceis. O mundo todo é olímpico é a primeiro pensamento e não todos os brasileiro são olímpicos.