Amanda

Amar é a maré amarela,
Ou o deserto, de certo…
Confesso que tenho temores dos teus amores,
Mas sentiria dores se não mais me amasses.
Confesso que sei-os: os receios dos teus anseios.
Ah, e como sei-os: os teus seios bem cheios.
E a calma da tua alma na palma da tua mão.
Só por tê-la na memória já sinto que não foi em vão.
Ter tido o privilégio de segurar-lhe a mão.
E tê-la tido nua, deitada no meu colchão.
Mas a lábia dos teus lábios me traz um
Desejo, do teu beijo, num lampejo,
E almejo teu sorriso, ou só o riso!
Mas perdi o juízo! Findou-se meu paraíso.
Tivesse eu sorrido, não sofrido,
Talvez não a tivesse perdido.
Há males que vêm para o bem,
Porém quando amares, te virá sem,
E se há mares, a brisa convém.
Deveria ter ido além! Amém.
Ironia ou não, acabei sem ninguém.
Disse que queria a mala, e não amá-la…
E quando parti, me parti-me-por ti…
Quando a esperança foi-se, me veio a foice,
E percebi que sem ti, não mais senti.
Sem ti tenho sorte se o destino for morte!
Não… Não sou forte, perdi meu Norte!
A vida não mais anda — sozinho — na varanda,
Se ainda estou amando a mando de Amanda.

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