Um

As almas que levo no peito,
Não são poucas, não são calmas,
Queimam-me a vida de um jeito,
Que a morte até bate palmas.

Quem procura bem a fundo
Encontra almas que não espera.
Encontra em si o próprio mundo,
Encontra a si como Quiemera.

Porque ninguém é um só,
E alma nenhuma é plena,
Dos inteiros: tenho dó.
Dos quebrados: tenho pena.

Viver sendo apenas um?
Isso sim é um desperdício!
Prefiro não ser nenhum,
De todos sou só resquício.

Carrego comigo o conflito
De mil almas se digladiando 
Carrego o infinito,
Me findo carregando.

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