É hora de resistir. Mais ainda? Mais ainda.
A história do Corinthians em 2017 é de resistência. O estilo de jogo se adequou ao foi proposto — pelas condições do clube ou pelos adversários — e levou o clube a um lugar “que nem o mais otimista dos Corintianos” imaginaria no começo do ano.

Tudo bem, 47 pontos no primeiro turno, campanha histórica. O vizinho aqui dizia que quando perdesse a primeira, a derrocada seria inevitável. E por mais que os rivais, a imprensa e outros personagens do futebol insistam na ideia de que o campeonato já acabou, a pulga atrás na orelha por conta do jogo contra o Vitória, no qual fomos muito piores nos 90 minutos e ainda saímos com os dois dos três melhores jogadores do time no campeonato lesionados é inevitável.
Infelizmente, porém, o Corinthians se encontra numa situação paradoxal: o elenco não é de campeão, nem de pontuação de, mas pra quem chegou tão longe, perder o campeonato que espertinhos insistem em dizer que está ganho, é um vexame, um papelão que só não é sem precedentes porque Grêmio, Palmeiras e Manchester United conseguiram a proeza num passado recente.
No começo do campeonato, a brincadeira era recortar uma sequência e especular os pontos que o Corinthians faria. “Se fizer x pontos, é campeão”, e sempre conseguia. O cenário parece estar mudando, e o clichê de “agora todo jogo é final” me parece mais verdadeiro conforme o campeonato passa: o jogo contra a Chapecoense nessa quarta-feira é um dos mais importantes do ano. Abre a possibilidade de abrirmos 4 jogos de vantagem sobre o Grêmio faltando 16 jogos para o fim do campeonato.

Paralelamente, o Grêmio estará jogando contra o Cruzeiro no Mineirão pela semifinal da Copa do Brasil. A eliminação é possível, e caso concretizada, permite ao Grêmio lutar nas duas frentes restantes, a Libertadores e o Brasileiro: ainda falta muito chão.
O time titular de amanhã assusta ainda mais do que as previsões do nosso ano no início da temporada.
E se tiver 1 a 0 pra nós, que esteja 0 a 0 na cabeça de quem joga, torce e comanda. Caso termine assim, a comemoração tem que ser de goleada.
