Você tem todo o direito de não me querer.

fonte: instagram @piazzarollo

Você tem todo o direito de não me querer.

Não há nada demais em concluir que você é muito para mim e também não é pecado analisar que eu não te mereço. Tanto para relacionamentos afetivos quanto para amizades, isso faz parte do processo de amadurecimento e todos têm o direito de fazê-lo.

O que não dá, é você dizer que eu estou pedindo demais quando eu peço pelo mínimo de cuidado e respeito. Não é razoável, e você tem que parar de fazer isso urgentemente, achar que o esforço e o sacrifício podem vir todos de um lado só, sempre. É um absurdo que você aja como se os relacionamentos fossem testes de força, sobre quem vai ceder primeiro e se entregar, para saber quem dos dois vai mandar no outro. E, principalmente, é injusto que você me mantenha nesse eterno banho-maria do seu ego com os “hoje não dá”, “semana que vem é melhor” e “tenho um compromisso que não posso faltar”, porque ainda não tem muita certeza do que está querendo comigo, diz você.

É claro, você tem a prerrogativa de “não perceber” que eu organizei meu dia inteiro em torno de nos encontrarmos, quando desmarca tudo meia hora antes por qualquer razão pouco convincente. Obviamente, você pode dizer que “se coloca como prioridade” e ignorar que existem outras pessoas ao seu redor, cujos sentimentos você deliberadamente fere de novo e de novo. E, com certeza, você possui a total liberdade de estimular homeopaticamente o meu afeto já pensando que em no máximo quatro meses vai cansar dessa brincadeira e arranjará um jeito de me dispensar sem muito tumulto.

E depois de tudo, não há nada demais que eu conclua que sou muito para você. Também não é pecado analisar que você não me merece. Tanto para relacionamentos afetivos quanto para amizades, isso faz parte do processo de amadurecimento e eu tenho o direito de fazê-lo.

Eu tenho todo o direito de não te querer.

Nem aqueles iguais a você, nunca mais.

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