O amor platônico.

O platônico me trouxe um mês de obsessão e observação. Fez-me perceber que sentimentos vão além de um beijo, de um toque, a presença e amizade já bastavam. Pois era melhor ter um pedaço preenchido no coração dela. Do que ter um lugar aos seus pés, e ser chutada e pisada como todas as outras. Mas assim fui, mais uma tola apaixonada por você. Eu chorei por dias, eu devorei livros compulsivamente e você estava em todas as personagens, assim como em meu coração. A dor era insuportável, eu te queria demais e ao mesmo tempo te odiava por não me querer. Era tão difícil assim gostar de mim? E me trocar sempre pela outra da outra da outra que nunca era eu. Como em uma seleção, o último lugar era sempre meu. Mas quando os fogos de artifício cessaram o céu naquela noite de ano novo, eu deixei você se machucar psicologicamente e fisicamente. Porque é isso que o amor platônico faz, é nisso que ele nos transforma. Em algo que não queríamos ser. Mas nos tornamos uma ferida aberta, apodrecendo e que jamais será cicatrizada.

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