O mar (amar) no mar amar.

Onde já se viu uma sereia ter um feliz para sempre? Isso não é um conto de fadas, porque se não eu estaria no meu final feliz. Durante muito tempo nadei sozinha em minha casa, depois de sereia também sou o mar profundo. Que é cheio de mistérios, porque todo mundo se pergunta o que tem lá no fundo, mas é impossível ir até lá, o medo de se afogar é maior. Depois de muito encantar e cantar, partir e rir sem avisar, conheci uma marinheira rumo a uma viagem, ela me disse que procurava algo que ainda não encontrou.

Resolvi seguir viagem ao seu lado, mesmo fora do barco, eu nadava para sempre seguir seu rumo. Depois de um tempo seria impossível não se apaixonar, e querer me enrolar no calor dos seus braços. Mas como tirar uma sereia do mar? Como levar uma humana para o profundo se ela precisa respirar? Me convidou para por os pés no chão, seguir rumo à terra firme. Mas que pés? Se só vejo cauda? Poderia alguém me transformar? Para que assim eu possa seguir viagem ao seu lado?

Não, não dá. Sereias são sereias, humanas são humanas. Você enfrentou as tempestades do mar os tubarões que tinha tanto medo, a fome, o frio, a incerteza. E eu também, escapei das redes que tentaram me apanhar, da maré que me puxava para longe de você, da fraqueza, o cansaço. E ainda sim não foi suficiente, cansada de tanto tentar, resolveu me deixar, disse que precisava se encontrar, voltar para terra firme e por tudo no lugar.

E se foi, apenas sumiu na imensidão do oceano. Agora estou sozinha no mar, nadando para chegar em algum lugar, ou simplesmente só para não afundar. Cada barco que passa penso que é o seu, mas nunca é. Mas deixa eu me contentar onde já se viu essa sereia não cantar, e chorar, sem pernas, só cauda, sem amor só nada.

No mar (amar) curar (voltar)
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