Despejo por esta janela um balde cheio d’agua

Com dejetos acumulados

Despejo por aqui o que contém em mim

E nada sobra.

Sou um vazio incontido

Sou este vazio transbordante

Sou uma fúria amarga

Uma incessante felicidade que chega.

Não sou tão vazia assim

Só despejei tudo que no balde continha

e que de nada servia

Continuo o balde do acúmulo

Do despejo hora ou outra.

Água com vento mistura

Pulveriza

Some entre as folhas que nada balançam

Perante os olhos meus.

Estava cheia

Estive vazia

Agora me recomponho.

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