Tudo pausa

Tanto tempo passou para esta retomada.

Tudo é uma questão de pertencimento

Onde os olhos brilham

A vida brilha também.

Quando olhava de passagem aquele céu imenso,

Suas cores grandiosas,

Os semblantes de mandacaru

E a silhuetas das árvores mais sertanejas.

Avistava a caatinga

Terra boa

As nuvens voando

Me levavam nessa travessia:

Entre quem eu sou

E o que eu vejo.

Hipnotizada como sempre estou no momento de toda escrita

Não perco nada que passa.

Tudo no campo da visão.

Como num espasmo ligeiro

Percebo o tudo gigantesco em mim

E defino: isto é tão grande quanto eu!

Tudo de grandioso visto

Podia rever dento aqui

Se tão grande enxergo este céu e este tudo

Entre o que eu sou e o que eu vejo.

Enxergo grande porque não haveria

Como enxergar nada menor que eu.

este é um ato sabido

de me enxergar entre o tudo

sendo ele mesmo.