O fascínio pelo bom.

Começar um texto é sempre muito difícil, mas eu diria que o difícil mesmo não está em começá-lo, é torná-lo bom.

Hoje enquanto estava ouvindo algumas de minhas músicas preferidas no Spotify e atualizando o meu portfolio pude perceber que, claramente, não era boa o suficiente. Mas, espera aí, suficiente a quem? Estamos todos perdidos aos próprios olhos e cegos pelos faróis que iluminam o vosso coração. Aposto que isso tem a ver com a ilusão.

Vou dizer todas as palavras dentro da minha mente: Somos todos desacreditados. Enfrentamos os problemas internos, as decepções, as mágoas e nunca, jamais, crentes do bom. Os melhores compositores cantam plenamente as músicas com notas altas ou baixas, os artistas dedicam horas para finalizar o trabalho da maneira mais bela que conseguir. Evidentemente você já parou para pensar o que eles tem que você não tem, e a resposta NÃO é talento.

Podemos ter rotinas, histórias ou famílias diferentes, mas o que é igual para todas as pessoas é a nossa aptidão. A sua voz não define sua habilidade de canto, seus traços não representam seu dom artístico, seu gene não determina sua carreira. Somos movidos pelas nossas crenças e eu não sei porque me preocupo tanto com o bom e o belo.

Eu posso não ter a beleza de uma modelo padrão desenvolvido pela estética brasileira e muito menos a riqueza proporcionada aos famosos mais inspiradores. Eu posso simplesmente ser uma estranha qualquer em minha cidade natal ou apenas uma sombra que anda à noite na rua mais movimentada. Eu não sei, mas eu suponho que isso tem a ver com a “percepção do melhor”.

Estou sempre me questionando: Por que nós, seres humanos, insistimos tanto em sermos bons? Sermos belos? Ou então em sermos robotizados a um mesmo estilo de vida? O ruim pode ser bom, o feio pode ser belo, o perigoso pode ser seguro e eu acredito que o normal pode ser chato. O que muda é a nossa consciência, o amor e o ódio que sentimos da maneira mais profunda.

Claramente, o seu amor é sempre mais forte quando se atinge o seu objetivo. Sabe por quê? O bom deixou de ser uma preocupação para se tornar uma vida pela qual foi aproveitada perigosamente. Eu posso não saber se este texto foi bom, mas posso garantir que ao ser lido por você, caro leitor, eu atingi a minha visão do belo.

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