Deus em nosso trabalho — Provérbios 30

Provérbios 6:1–5 — Meu filho, se você serviu de fiador ao próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou. Então meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode seu próximo! Não se entregue ao sono, não procure descansar. Livre-se como a gazela se livra do caçador, como a ave do laço que a pode prender.

Quando somos requisitados a sermos fiadores de alguém, normalmente não analisamos todos os aspectos que esta ação podem nos acarretar, não damos a devida atenção.

Esta passagem nos mostra a importância deste assunto, comparando o fiador a um prisioneiro que caiu na armadilha de um caçador, e estará nas mãos deste, dependendo do seu bom proceder, para que não sofra as consequências de forma solidária. E neste caso, o conselho é para que lutemos de forma incansável e incessante para que possamos sair desta situação.

Apesar de parecer a primeira vista que o conselho é para que não sejamos fiadores em nenhuma situação, confrontando com outras passagens bíblicas, por exemplo com as quais devemos sempre ajudar a nosso próximo, creio que Deus nos orienta a tomarmos cuidado e analisarmos cada situação de forma individual para que possamos agir de forma a glorificá-lo.

Esta análise deve ser feita sobre a orientação divina e conforme sua palavra, entendendo se a pessoa que está solicitando a fiança, está fazendo para obter recursos por necessidade ou para manter um padrão de vida acima de sua capacidade e usufruir de prazeres desnecessários.

Pois caso haja uma quebra no cumprimento do acordo, ao assumirmos o pagamento do mesmo, ou teremos ajudado um irmão necessitado, ou teremos despendido recursos em alguém irresponsável e inconsequente.

Em João 10:10, nosso Senhor Jesus nos diz: "O ladrão não vem senão para roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância."

Gostaria também de chamar mais uma vez nossa atenção a necessidade de um relacionamento íntimo com nosso Senhor Jesus, para que possamos sempre ter o discernimento de ajudar quem necessita ser ajudado e afastar os que só querem tirar proveitos para si mesmos, evitando sermos prisioneiros e podendo viver uma vida em abundância servindo a Deus e ao próximo.

Que o Senhor nos conduza em seus caminhos, conforme a sua vontade e para sua honra e glória.