Dona querida gestante Lucélia.

Época de dia dos pais sempre foi difícil, tinha por volta dos 8 anos e sempre chorava, era duro ver crianças felizes fazendo cartinhas para pais que com certeza não davam a atenção devida, mas os amavam. Não tive um pai, nunca aprendi como pegar meninas, nem como fazer barba, nunca tive um herói em casa.

Não é como se eu sentisse inveja dos coleguinhas - odiava todo mundo - apenas queria ter um pai. Entretanto, na vida, por algum motivo sempre consegui ver o lado bom de tudo. Acabei vendo na minha mãe coisas que me faziam à admirar cada vez mais. Mãe é foda né.

Sempre me aconselhando a fazer o bem e ser gentil, trabalhando o dia todo e arrumando tempo ao fim do dia para me ajudar nas tarefas, ela com certeza é o cara. O fato é que aprendi muito em como ser um homem com uma mulher, o nome da minha mãe é Lucélia. A dona Lucélia é foda.

Dona Lucélia, te amo.

Nos dias de hoje, não sinto tanto a falta de um pai, olho para minha mãe e vejo o que eu gostaria de ser. Um alguém batalhador, honesto, gentil e que é amado por muitos.

Por este motivo, achei que deveria escrever esse texto à minha mãe, é para ela que devo tudo e quem eu sou — não tenho orgulho de mim mesmo ainda mas isso irá mudar algum dia —, dizer o quanto a amo e quero vê-la feliz. A velha sabe disso, digo todos os dias.

Faça isso também, ame, apoie, esteja presente, arrume seu quarto, abrace, sorria. Mães te dão o mundo e cobram apenas isso.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.