De dia é como se o caos reinasse
Na rua e pelos prédios
E quem a isso tudo controlasse
Fosse um indiferente irmão mais velho

De forma que tudo lá fora
Tem uma gravidade diferente
São outras formas de vida
Que ali habitam poluindo o ar
Com o hálito de um indecifrável dialeto

O mercado mais próximo
Fica próximo de Marte
Mas quando refaço o caminho
De sacola na mão
Sinto a imponência terrestre

Me deixando flutuar
Sinto algo de maternal
Como se o céu que nos envolve e abraça
Fosse uma mãe solteira afagando-nos a vida

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