Pensando em quem sou, lembrando de quem fui, chego a respostas inconclusivas. Examinando as pedras que encontrei, reconhecendo as cercas que não derrubei, me pergunto se as formas de se livrar do pior de mim são realmente plurais. Será que ainda vivo na caverna ou já conheço as cores outrora inimagináveis? Se nada é meu, por que me apego a mim? Onde está minha Sião?

As vezes me questiono se sempre acredito no que digo. Qual a melhor figura para o desespero? Ela, talvez, me esclareceria se o que vivo é verdadeiro. Ou falso. E sendo falso, quanta metafísica ainda é necessária para que eu a abandone? Quanta fé? Quanta esperança?