Não é fácil permitir-se sentir.

As pessoas estão parando de demonstrar que sentem algo, pois feriram-se tanto ao baixarem a sua guarda que desistiram de si e trancaram-se na sua própria constelação (eu sei bem disso e como sei, eu fiz isso e as vezes ainda erro e faço, mas juro tô melhorando).

Mas a ti garanto, demonstrar o sentir, não é e aliás nunca foi um sinônimo de erro ou fraqueza, é de uma grandeza sem fim. E é de uma beleza, que se assemelha ao pôr-do-sol do finalzinho da tarde, quando aquele vermelho-sangue perde-se numa mistura de outros tons e te faz ao olhar, perder-se em outra dimensão e chamar aquela confusão toda de beleza ou perfeição.

Nós somos essa confusão. Dentro de nós, existe todo esse turbilhão de pensamentos e sentimentos, trancar-se em si é o pior dos cárceres, uma auto-condenação que muitos se sentenciam e poucos conseguem se libertar.

É como uma mina terrestre usada nas guerras, ela vai ficar ali guardadinha esperando o inimigo, as vezes o inimigo não vem ou as vezes a guerra cessa, o motivo pouco importa. A questão é que ela ficou ali, reprimi-la pode ser algo bom a curto prazo, garante sua segurança, mas passado o tempo da guerra, pode explodir com um inocente qualquer que apenas por ali passava.

Permita-se sentir … permita-se voar. E quando cair permita-se ser ajudado, aprender a voar em conjunto é o que salva os passáros do cansaço.

— Voar é voltar?