Alguém está morrendo por amor

Por favor, leia até o fim. Um dos meus melhores amigos está morrendo. Está simplesmente morrendo e o motivo é, digamos, inusitado. A história por trás deste drama é ainda mais inusitada. Isso é real e eu gostaria que você prestasse toda a atenção possível.

Moro em Belo Horizonte, mas tenho ainda muitos amigos no interior do estado de Minas Gerais, de onde vim. Entre eles, esse que perdeu o brilho nos olhos. O motivo: uma mulher misteriosa. Esta da ilustração. Você a viu por aí? Olhe com atenção, é muito importante.

Certo dia, em Icarahy (MG), esta jovem abordou-o na rua enquanto ele ia trabalhar. Convidou-o a entrar em seu carro para que pudessem passar um tempo juntos. Assim mesmo, do nada. Nome? Ela não quis contar. “Me chame do que você quiser”, dizia. Olhando a ilustração, feita com base em descrições do meu amigo, consigo entender porque ele deixou-se convencer: a moça é ou não uma mulher absolutamente linda?

Saindo dali, levou-o até uma propriedade que disse ser sua. Uma espécie de sítio paradisíaco, com lagoa, barco e extensa área verde. Tiveram um dia extraordinário juntos e os detalhes não precisam ser mencionados. Exceto um, talvez. Um detalhe importante (alguns diriam assustador), que deixa impressionado todos com quem converso: coisas realmente estranhas aconteceram naquele dia. Segundo meu agora desesperado amigo, houve um momento em que ela levou-o de barco até o centro da lagoa. Enquanto apreciavam a paisagem vista dali, caiu uma tempestade terrível; mas, apesar disso (ele simplesmente não sabe explicar como), o barco sequer mexeu-se. Em outro momento, aves formavam figuras no céu, em pleno voo, ao que a moça apontava com extrema naturalidade e sorria. Sorria um riso infinito, segundo meu amigo obcecado, seja lá o que isso queira dizer.

No fim do dia, ela deixou-o no mesmo local onde haviam se conhecido pela manhã. Negou uma última vez contar seu nome e partiu. Já faz cinco anos e, acredite em mim, ela nunca mais reapareceu. Meu amigo foi até à propriedade e, sem notar qualquer movimento, tomado pelo desespero, acampou na entrada do lugar durante dois anos à espera dela e nada. Até que um corretor de imóveis surgiu. Quando perguntado, contou que aquela propriedade pertencia a um cientista, provavelmente alemão, que agora estava morando na Costa Rica e colocara o imóvel à venda. Não soube dizer nada da mulher. Na ânsia de encontra-la novamente, atravessou 10 países, de carona, e deportado de outro, durante 3 anos sem sucesso.

Cinco anos de procura infrutífera! Ele esgotou todas as suas possibilidades. Meu amigo está se alimentando apenas o suficiente para não morrer de vez.

Você viu essa mulher? Mesmo que não a tenha visto, compartilhe esta história. É uma questão de vida ou morte. Já não sabemos mais o que fazer.

Criei um e-mail para aqueles que tiverem alguma pista: voceviuestamulher@gmail.com

Obrigado por ler até o fim,

Joshua Perez Antonini

Icarahy-MG

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