Teste
Tento mentir.
Tento escrever sobre o que não sinto.
Tento ser um poeta.
Mas encaro de frente mais uma vez minha ausência de talento, e me vejo escravo de meu contexto.
A originalidade se encontra tão distante quanto minha memória na mulher que amo.
A criatividade se encontra ao lado da felicidade. Ambas residem na luz do fim do túnel; uma lanterna que seguro, e de vez em quando estapeio na tentativa ilógica de perdurar a bateria da mesma através do choque físico.
A vontade de lá chegar, se encontra com a minha moral. Estuprada, e abandonada com uma genitália a verter sangue em uma rua movimentada e bem iluminada.
Utilizo metáforas, parábolas, e um cardume patético de subjetividades para me esconder da sinceridade da simplicidade.
Para assim mentir covardemente em um jogo de palavras.
Para escrever sobre o que não sinto e mascarar com falso romance.
Para ser um poeta pávido.
