ENTREVISTA: GABRIELA SANTETTI (PSTU)

VOTA FLORIPA: Quais as suas propostas de políticas públicas para as mulheres?

GABRIELA: Nós defendemos o investimento de 1% do PIB do município para o combate à violência contra a mulher. A gente sabe que a prefeitura não tem a tarefa de construir delegacias da mulher, mas a gente acha que é fundamental que a prefeitura tenha iniciativa. Como construção de casa abrigo e inclusive de fomentar a construção de delegacias da mulher. Porque hoje a situação de Florianópolis é que cada dia tem mais estupro, cada dia a violência contra à mulher é maior e uma série de coisas que tem que ser feitas, né. Como a iluminação de ambientes, o uso dos espaços públicos, também, a ocupação dos espaços e resolver o problema da mobilidade. Porque hoje o assédio no transporte é muito grande, fruto da qualidade do transporte: ônibus lotados. Uma série de coisas que é precisamos resolver, essa é uma questão urgente da nossa cidade. Isso, sem falar, por exemplo, em acabar com as filas das creches, que só vai ser possível com investimento, então as outras candidaturas prometem isso, mas não dizem como vão fazer. A gente acha que tem que parar de pagar os empresários, parar de dar isenção para os banqueiros e para os empresários, para poder investir nas áreas sociais. Inclusive, no combate a violência contra a mulher.

VOTA FLORIPA: Qual o projeto de mobilidade urbana para o seu governo? Como fazer a ligação entre todos os modais?

GABRIELA: A gente defende a estatização do transporte, tirá-lo da máfia que o controla, um consórcio que inclusive determina que só vai haver ônibus na cidade porque, ao financiar a campanha dos políticos, impede a construção de transporte marítimo e de ciclovias. Então, a gente acha que tem que estatizar e também dar passe livre para toda a população. O transporte é o único serviço público que a gente acha que tem que pagar: na hora que entra para usar, durante o pagamento dos impostos e nas isenções da prefeitura, a qual a prefeitura da para as empresas. A gente acha que não é preciso, é possível garantir um transporte com passe livre para toda a população, mas para isso precisa estatizar o transporte.

VOTA FLORIPA: E com relação a concessão dos ônibus, qual a sua opinião?

GABRIELA: É o fim da concessão. Estatizar o transporte significa exatamente isso, acabar com as concessões, acabar com as empresas e a prefeitura ter uma empresa que controle os serviços de transporte do município.

VOTA FLORIPA: Qual a proposta da candidata sobre a ampliação e restruturação do saneamento básico da cidade?

GABRIELA: A gente defende a Comcap e a Casan 100% públicas. Hoje, só 40% do esgoto da nossa cidade é tratado, o que gera poluição, como a gente viu em Canasvieiras. Isso por que a prefeitura tem tido uma politica de precarizar esses serviços, sucatear, não contrata ônibus e não faz concurso publico. Para que, essas empresas cada dia menos deem conta e justificar a privatização delas. Justificar e entregar essas empresas para a mão da iniciativa privada, que não vai ser a solução. Então, para gente tem que investir mais, tanto na Casan quanto na Comcap para poder resolver o problema de saneamento da cidade.

Pergunta enviada por um seguidor:

VOTA FLORIPA: Qual a sua posição em relação a saída da ex-presidente Dilma?

GABRIELA: A gente não defende e não defendeu o governo Dilma, nós fomos uma esquerda que sempre apontou a necessidade de mudar os ataques que o governo aplicou, os quais foram duríssimos. Ao mesmo tempo nos não defendemos o impeachment, só que nos achamos que o que aconteceu não foi o golpe. O que aconteceu foi que os trabalhadores cansaram de tanto ataque e viraram as costas para o PT, e como o partido sempre teve os trabalhadores como base de apoio, ao fazer isso, ele não conseguiu mais seguir implementando os golpes. E aí, o que aconteceu, foi que a burguesia, como é o papel dela, tirou o poder da Dilma e entregou para quem eles queriam porque é isso que eles fazem. É algo normal da política. E nos achamos que hoje o governo do Temer é um governo de manutenção, de seguir aplicando os ataques que o governo do PT já estava aplicando e que por isso também precisa cair. Também precisa sair e precisa que os trabalhadores se organizem para combater esses ataques.

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