Por que tecnologia para gerar impacto social? Por que não?

Este post se aprofunda na 10a razão de porque receber investimento da Vox Capital

A expressão venture capital vem de adventure, aventura, e significa “capital de risco”. Ela nasceu nos anos 1960, quando empresas como a Intel e a HP fizeram muito dinheiro da noite para o dia apostando em tecnologia. A parte do “risco” existe porque, da mesma forma como uma empresa pode lucrar abundantemente, ela também pode ser mal-sucedida e jamais cobrir os valores investidos.

O que empresas de tecnologia trazem de diferente em relação a outras iniciativas é o potencial de escala. Enquanto uma manufatura ou indústria tem um custo em dinheiro e tempo associado a cada produto criado, empresas de tecnologia gastam praticamente os mesmos recursos para criar um ou um milhão de unidades. É o caso, por exemplo, de softwares de computador. Uma vez criados, eles podem ser reproduzidos infinitamente a um custo baixíssimo.

Justamente pela possibilidade de escala, a Vox trabalha com negócios de impacto social que envolvam tecnologia — ampliando o alcance das mudanças promovidas por meio do empreendedorismo.

Uma empresa que recebe investimento da Vox exemplifica perfeitamente a potência deste direcionamento. A Magnamed fabrica ventiladores pulmonares inovadores voltados para mercados emergentes. Ela começou, porém, de uma frustração e da crença na possibilidade de melhorar o que já existia.

O ventilador pulmonar é o aparelho que sustenta a respiração artificial de pacientes e é utilizado em ambulâncias para o transporte de pacientes. Caso ele falhe, pessoas ficam sem respirar e morrem. No Brasil, o principal equipamento de ventilação pulmonar disponível era de uma empresa alemã cujo manual vinha em inglês. Contudo, um alto índice de enfermeiros em ambulâncias não sabiam como utilizar os equipamentos, tampouco como ler o manual. Embora fosse o melhor aparelho do mundo, a autonomia da bateria durava apenas duas horas. Qualquer período maior em que fosse necessário manter o aparelho ligado incorria no risco da bateria esgotar.

Inconformado, um grupo de engenheiros empreendedores dedicou-se a fazer melhor. Para tanto, precisaram de apoio desde a etapa de pesquisa — que durou cerca de cinco anos — e o encontraram com a Vox, que tem acompanhado a empresa desde então. Hoje, o aparelho criado pela Magnamed é menor que o alemão, sua bateria dura oito horas e toda a operação do equipamento é feita por meio de ícones intuitivos que facilitam a compreensão das funcionalidades do aparelho.

A combinação de negócio de impacto e tecnologia trabalhada pela Vox é o que tem permitido empresas como a Magnamed crescerem e se desenvolverem.

Outra empresa que conta com o apoio da Vox é a agência de microcrédito Avante. A empresa adquiriu tecnologias israelenses para a previsão de risco na concessão de empréstimos. Com algumas horas de análise em computador, foi possível descobrir que empréstimos realizados em feiras tendiam a maior inadimplência — porque não há como verificar se os trabalhadores nas bancas são efetivamente seus donos, ao contrário do que acontece em visitas a lojas fixas. Algo que seria impossível de notar sem o auxílio da tecnologia.

Muito além de apenas investir dinheiro, a Vox conecta empreendedores com outras iniciativas inovadoras que possam contribuir na busca por maior impacto social. Os casos da Magnamed e da Avante ilustram de que modo tecnologias inovadoras colaboram para a maximização do impacto social e também para a sustentabilidade dos negócios.