REINVENÇÃO

Alexandra Loras chegou ao Brasil para ser consulesa da França e deixou o papel diplomático para focar no debate sobre racismo e preconceito no País

Alexandra Loras por Felipe Gabriel

Era uma tarde quente de uma quarta-feira de agosto quando a então consulesa da França, Alexandra Loras, me recebeu para um chá com crepes na residência consular. Embora o clima indicasse uma conversa amena, nada do que ela tinha a dizer era supérfluo.

Loras trazia consigo uma ficha com os tópicos sobre os quais pretendia falar quando nos sentamos no jardim. Aos poucos, porém, a ficha ficou de lado e pude conhecer um pouco de sua história. E que trajetória. Nascida em uma família em que era a única negra entre cinco irmãos, ela buscou caminhos que para ter uma vida de conforto e oportunidades. Agora, quer abrir espaços para que outras mulheres negras conquistem seus objetivos. Ao longo de duas horas, falamos de temas áridos, como preconceito, o abuso que ela sofreu quando nova, os planos que fez para alcançar um lugar na alta sociedade e sobre a decisão da família de permanecer no Brasil. Tudo com muita franqueza e naturalidade.

Loras se tornou uma referência para muitas mulheres negras e não é por acaso. Quando a conheci, em uma conversa promovida pela revista Planeta, em São Paulo, ela encantou a plateia com sua posição incisiva sobre preconceito no Brasil. Isso ficou ainda mais claro uma semana depois da entrevista, quando assisti sua participação na Casa TPM, no final daquele mês. Uma plateia lotada de mulheres negras a aplaudiram de pé quando ela falou sobre a importância de elogiarmos as crianças negras para que elas sejam seguras para lidar com uma sociedade preconceituosa.

Uma parte dessa conversa está na revista Planeta de setembro! Confiram!

http://www.revistaplaneta.com.br/o-doce-desafio-de-reinventar-se/

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