Design, Comportamento e Negócios — 01

Portas que funcionam errado

Você vai abrir uma porta. Não tem como errar. Com um movimento natural você leva a mão a porta e, ao invés de abrir suavemente, ela trava num solavanco de decepção.

O problema não é com você. A porta foi mal desenhada.

Essa porta te deu todos sinais que era de fato, uma porta, e que iria se comportar como tal. Esta porta te traiu.

Quando você precisa explicar para o usuário o funcionamento da porta.

Uma porta. Ela abre. Ela Fecha. Simples.

O design mais singelo e presente no nosso dia-a-dia. Como é possível errar o design de uma porta?

Se você pesquisar na internet por “Norman Doors”, vai ver uma série de imagens de portas que funcionam errado. Se a porta te da sinais confusos de como ela abre/fecha ou é necessário uma placa para informar como ela funciona, ela é uma “Norman Door”. Já vamos falar de Don Norman.

O mesmo se aplica as coisas do dia a dia: cadeiras, mesas, torneiras, escadas… As coisas mais simples são as que mais me fascinam.

O Design das Coisas do Dia a Dia

Don Norman escreveu em 1988 o famoso Design das coisas do Dia a Dia e colocou no mundo o termo User Experience.

Norman descreve a psicologia atrás do que ele chama design ‘bom’ e ‘ruim’ por meio de estudos de caso e propõe princípios de design. Ele exalta a importância do design em nosso dia-a-dia, e as consequências de erros causados por um design ruim. — Wikipédia

Portas que funcionam errado.

A idéia aqui é começar uma série de observações, exemplos e experiências sobre o design aplicado no desenvolvimento de produtos e serviços. Principalmente nos negócios.

Advertência: não tenho a pretensão de ensinar ninguém. Não possuo formação nem autoridade para tal.

Existem muitas Norman Doors em nossas empresas, nos serviços que utilizamos ou que fornecemos.

As vezes passamos batido pelo design das coisas presentes em nossas vidas, por acreditar que elas são tão simples que são impossíveis de errar.

Quais produtos, serviços ou coisas do dia-a-dia você percebe que poderiam ser melhores, que são confusos em sua utilidade ou acabam por ser utilizados de maneira diferente do que foram projetados?

Abaixo, duas fotos clássicas da estação do metrô da minha cidade para ilustrar meu ponto de vista.

Ok, clichezão do Design; Caminho projetado, caminho percorrido.
Espaço improvisado para quem vem de bike para o metrô.

Na próxima semana vou falar mais a fundo sobre o metrô e toda aula de design confuso que ele representa na minha cidade.

Grande abraço!

)

Vítor Samuel Padilha

Written by

Analista de Negócios | Problem Solver | Dungeon Master

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