Tenho visto apenas a alguns meses e já estou de saco cheio!
Erick Carvalho
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Excelente post, mais uma vez, Erick! Antes de qualquer comentário, quero deixar aqui meu pensamento sobre os posts de toda a equipe Bar8: sensacional! Continuem com esse espírito de incentivar a concepção de estudar para ascender!

Figurinhas carimbadas como o Flávio Furlan, o Mauro Laranjeira, assim como toda a equipe ABAP101, ABAPZOMBIE, ABAPINHO, etc, dispensam comentários, pois nos induzem a pensar há anos, nos auxiliando à cada post em tornarmo-nos melhores profissionais e, ainda, pessoas (sim, pessoas) — quando digo “nos (…)”, tenho a certeza que digo por uma comunidade de desenvolvedores ABAP inteira!

Em relação à análise de CV’s, concordo plenamente que existam profissionais que não entendam dos conceitos que permeiam e, às vezes, inundam seus currículos. Entretanto, existe uma perspectiva à ser pontuada que adiciona nos comentários já mencionados: a falta de preparo no momento das entrevistas para vagas no âmbito ABAP OO.
Já passei por isso, há não muito tempo atrás, na qual fui chamado para uma entrevista, via Skype, onde a pergunta inicial foi: “me diga um Design Patterns que você já tenha implementado”. Para não parecer uma busca no Google instantânea (afinal, a entrevista era via Skype), ao invés de dizer o último Padrão de Projetos na qual eu havia mantido (pois o produto, não fui eu quem havia implementado) há não muito tempo dali, resolvi dissertar sobre o Singleton, sem dizer que se tratava do Singleton logo de cara. 
Explicando ao entrevistador que a motivação para criação daquele Padrão por terceiros foi óbvia (criar uma única vez a instância de uma classe e definir um único ponto de acesso global, pois se tratavam de dados únicos para toda a aplicação), eis que me foi feita uma pergunta: “por quê, então, não utilizar o Prototype?”. Comecei explicando: “inicialmente, pois o motivo da implementação do Singleton me parece óbvia e atende o requisito em questão”. Antes de qualquer outro comentário que eu pudesse proferir como: “com um detalhe aqui e outro ali, podemos também fazer acontecer”. Fui descartado quase que instantaneamente com um: “guardaremos o seu CV em nossa base de dados”. Indignado com a entrevista na qual não exigiu nada do meu conhecimento em OO, perguntei: “então, porque não foi utilizado o Prototype?”. E, tive o alívio em perceber que o entrevistador não tinha o preparo suficiente para iniciar uma discussão coerente com o seu argumento: “porque você foi um sádico e exibido”. Mais pareceu, na verdade, uma medida desesperada em me inferiorizar quanto aos conhecimentos em OO ou a vaga foi cancelada no momento da entrevista — vai saber, rs!
Concluindo, existe sim, como você e muitos outros haviam argumentado, a falta de prática (nem sempre de preparo), por boa parte dos profissionais, no paradigma OO sob o âmbito ABAP. Todavia, existem posts como os da equipe Bar8 e outras para mudar, cada vez mais, este cenário.

Novamente, continuem assim!

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