Amelia Earhart

A homenageada de hoje é conhecida por ter sido a primeira mulher a sobrevoar sozinha o Atlântico, mas sua história vai muito além disso. Passando por uma mãe que teve pulso de enfrentar o marido e se separar das filhas para que elas pudessem estudar; por uma menina sonhadora que nunca se conformou com os papéis dados à mulher na sociedade; por uma professora mais que inspiradora e uma organização feita por mulheres e para mulheres.

Com vocês Amelia Earhart:

1. Desde pequena era uma aficionada por livros, encontrando neles um refúgio para vários problemas que enfrentava — dentre eles o alcoolismo de seu pai;

2. Após a família ter que se mudar várias vezes em razão das trocas de emprego de seu pai, sua mãe decidiu que Amelia e a irmã viveriam em Chicago com amigos. Para a escolha de onde seria sua escola, Amelia examinou as escolas secundárias próximas em Chicago para achar o melhor programa de ciências;

3. Em 1916, terminou seus estudos na Chicago’s Hyde Park High School, e o verbete em seu anuário diria apenas, “a garota de marrom que andava sempre sozinha” (uma prova de como podemos ser subestimadas);

4. (um dos meus fatos favoritos) Amelia, sempre aspirando à sua futura carreira, possuía um álbum de recortes de jornal sobre mulheres de sucesso em carreiras predominantemente masculinas, como: direção e produção de filmes, advocacia, publicidade, gerência e engenharia mecânica;

5. Em 1920, Amelia visitou uma pista de pouso com seu pai, que investiu (nesse caso me recuso a ver esse valor como um gasto) US$10 para que ela voasse por 10 minutos com Frank Hawks (um piloto que viria a tornar-se muito famoso nos anos seguintes): “No momento em que estava a duzentos ou trezentos pés acima do chão, eu descobri que precisava voar”;

6. Após o voo de dez minutos, ela imediatamente procurou aprender a voar. Trabalhando em vários empregos, como fotógrafa, motorista de caminhão e estenógrafa na companhia telefônica da cidade, conseguiu juntar $1,000 para as lições de voo. Para ir até as aulas, Amelia precisava pegar um ônibus até o ponto final, e depois andar mais 6 quilômetros até a pista;

7. (provando que juntas somos mais fortes) A professora de voo de Amelia era Neta Stook: a primeira mulher a pilotar um avião no estado de Iowa, ser aceita na Curtis Flying School da Virginia, gerir seu próprio negócio de aviação, e gerir sua própria pista de pouso;

8. Seis meses de aulas e muita economia depois, Amelia adquiriu sua primeira aeronave. Um biplano Kinner Airster amarelo-canário, que viria a ser nomeado por sua cor como “The Canary”;

9. Em outubro de 1922, ela estabeleceu o recorde mundial de altitude para pilotas mulheres: 4.300 metros;

10. Em maio de 1923 ela foi a 16ª mulher da história a receber uma licença de pilota pela Fédération Aéronautique Internationale;

11. Em abril de 1928 recebeu um convite para voar sobre o Atlântico como co-pilota de uma viagem. Partiram em 17 de Junho de 1928, de Terra Nova, no Canadá, e pousaram no País de Gales, 20 horas depois. Quando foi entrevistada após o vôo, ela não conseguiu esconder seu descontentamento com a situação: “Stultz did all the flying — had to. I was just baggage, like a sack of potatoes. Maybe one day, I’ll try it alone”;

12. Em agosto de 1928, foi a primeira mulher a percorrer sozinha, ida e volta, o continente norte-americano;

13. Em 1931, estabeleceu um novo recorde mundial de altitude, 5.613m, usando uma aeronave emprestada;

14. Amelia foi a primeira presidente da The 99’s (The Ninety-Nines), a primeira organização voltada para promover a aviação feminina;

15. Em 1932, sua imortalização como a primeira mulher a sobrevoar sozinha o Atlântico: aos 34 anos de idade, Amelia partiu de Terra Nova a bordo de seu Lockheed Vega 5B. 14 horas depois, ela pousou na Irlanda do Norte;

16. Ao invés de finalizar esse post falando sobre sua morte, deixo para vocês uma de suas frases mais célebres: “adventure is worthwile in itself”

Precisei editar o post por motivos de essa mulher é mais sensacional do que eu imaginava:

17. Já na década de 30 ela não era muito chegada na ideia do casamento. Segundo consta em uma carta que ela escreveu a uma amiga “ainda não estou convencida sobre casamento… talvez eu nunca consiga vê-lo como algo além de uma jaula até que eu já não possa mais trabalhar,voar o me manter uma pessoa ativa”.

18. Acabou aceitando se casar, não sem antes escrever um pacto antenupcial bastante interessante. Segundo suas regras, em seu casamento não haveria dever de fidelidade, que, segundo ela, seria um conceito medieval. Além disso, eles não poderiam interferir no trabalho ou diversão um do outro para que o casamento funcionasse.

19. Durante a cerimônia (que foi simples e, inclusive, sem troca de alianças), o celebrante se referiu a ela como Senhora Putnam (sobrenome de seu marido) e ela o corrigiu, dizendo “Por favor, senhor, prefiro Senhorita Earhart”.

Até a próxima quarta!

Fonte: https://www.veine.com.br/amelia-mulher-de-verdade/

http://www.huffingtonpost.com/entry/amelia-earharts-prenup-is-proof-that-she-was-the-ultimate_us_5967de04e4b022bb9372b037?section=us_weddings

Acredito que a indicação tenha vindo da Isabela Rodriguez Copola, mas caso alguém mais tenha me mandado, fica meu agradecimento!