Khatoon Khider

Mais uma quarta-feira, mais um dia de homenagear uma mulher dona da porra toda. A escolha veio de uma reportagem que recebi hoje cedo, e caiu como uma luva (obrigada, Julio Neves).
Apresento para quem ainda não conhece: Khatoon Khider
1) Integra a minoria yazidi no Iraque, perseguida pelo Estado Islâmico;
2) Seu pai foi recrutado para lutar na Guerra Irã-Iraque meses depois de ela nascer, e logo tornou-se prisioneiro;
3) Teve de abandonar a escola depois da sexta série, para trabalhar como ajudante nas fazendas locais;
4) Começou a cantar em casa, mas tinha receio de se apresentar em público, por causa da cultura em que vivia, que tradicionalmente não tem espaço para mulheres música;
5) Gravou, com a ajuda de parentes, um CD improvisado vendeu quase 4 mil cópias, um número extraordinário para uma sociedade pobre, de baixo desenvolvimento tecnológico;
6) Em 2014, o Estado Islâmico invadiu sua terra e a casa de sua família, assassinando, torturando e escravizando seu povo, amigos e parentes;
7) Decidiu tornar-se soldada para defender seu povo, em especial as mulheres que são capturadas, torturadas, vendidas como escravas sexuais — e muitas vezes cometem suicídio por não suportar os sofrimentos;
8) Jurou não cantar de novo enquanto seu povo não estiver livre, mesmo se isso significar que nunca mais cante;
9) Hoje são quase 200 mulheres na unidade, algumas sobreviventes dos mercados de escravas do EI, outras levadas a se inscrever pelo destino de suas irmãs ou amigas, primas e tias;
10) “É uma coisa vergonhosa para o EI que haja mulheres lutando contra eles. Eles acreditam que não irão para o céu se forem mortos por mulheres”, Khatoon Khider.

Fontes: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38648695
https://www.theguardian.com/world/2017/feb/12/women-warriors-khatoon-khider-yazidi-isis-battle-iraq

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