Sobre uma questão de perspectiva

O despertador tocou. Era 5h10. Levantou, escovou os dentes, tomou uma ducha. Cantarolou alguma música da Elza Soares, colocou a roupa. Conferiu os bolsos, pegou chaves e carteira. Abriu a porta e quando estava de saída lembrou do celular. Voltou, tirou do carregador, colocou no bolso e saiu. No primeiro passo, uma pausa e o pensamento: é mais um dia. Academia, caminhada, bom dia pro porteiro, café, trabalho, café, mais trabalho, café, muito trabalho, café, olhada escondida no Twitter, água, leve angústia, cigarro, café. Era mais um dia. Pelo menos era o que achava até ouvir uma música da adolescência, lembrar-se dos primeiros acordes aprendidos no violão e de como suas habilidades musicais foram perdidas juntamente com as camadas de pele que ficaram pelo caminho. Ali, se deu conta de que olhava pra vida pela direção errada. Era menos um dia.

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