Minhas reflexões sobre política e o que entendi ou não até aqui

Hoje é Páscoa e para muitos nem seria dia de falar sobre isso, mas como se comemora a ressurreição de um criminoso político, talvez o assunto ainda seja pertinente.

1870 - Convenção Republicana de Itu.

Não tenho acompanhado o cenário político minuto a minuto, meu estômago não aguenta mais, minha sanidade pede socorro. Entretanto, do que tenho visto certas coisas saltam aos olhos: 
 1. Sabe-se já há algum tempo que a corrupção é um mal endêmico, sistemático, organicamente acoplado ao sistema político, atravessou a ditadura, mas até o impedimento, as manchetes destacavam o PT, longe de estar querendo defender eles, mas os patrocinadores da política não queriam eles lá, talvez nem era o PT que eles não queriam, era a Dilma mesmo, o que eu ainda não consigo entender muito bem, tenho minhas suspeitas. 
 2. Logo quando foi eleito o congresso mais “conservador”, parece ter sido eleito o mais corrupto também, deve ser coincidência, mas a afirmação de que todos os políticos são corruptos me parece uma falácia, porque se todos são corruptos, logo nenhum o é, eles apenas reproduzem uma lógica que está posta, mas isso não me parece a resposta, pois, dentre todos estes tiros, salva-se um aqui outro ali. Essa negação da política institucional não me parece lógica, nossos problemas não vêm tão somente dela (a política institucional), temos outras instâncias, poderes e agentes públicos que estão aí sendo expostos. 
 3. A ideia de que os políticos são os corruptores da honesta classe empresarial da iniciativa privada cai por terra, não que seja o contrário, parece ser uma relação de fome com vontade de comer. 
 4. Por fim, cada dia fica mais claro que a figura do Estado está a serviço do capital e não do povo, de que o Brasil não exerce intervenção estatal, temo o sentido contrário, temos uma república com um poder moderador, e não é só a Odebrecht, são os gestores do grande capital, as empreiteiras podem ser só a ponta do iceberg. Uma analogia que pode não corresponder a toda a realidade, mas talvez explique um pouco a relação entre nosso Estado e a iniciativa privada é a da criança criada com avó, a criança da meia dúzia de chiliques e a avó atende sorridente aos caprichos do mimado, não que toda vovó seja assim, mas não é difícil de encontrar esse modelo por aí.

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