Parafraseando Raymond Williams

A cultura é algo comum, ordinário: devemos começar por aí. Crescer naquele lugar era observar a configuração de uma cultura e seus modos de transformação.

Pintura a mão de Kátia Almeida

Eu podia ir para o alto do ponto final e olhar o amontoado de prédios do Pombal, ou podia descer até o campo e presenciar as disputas futebolisticas, ir até a ponte do Bom Pastor e ver o por do sol.

Crescer naquela família era constatar a formação de modos de pensar: o aprendizado de novas habilidades, as mudanças de relacionamento, o surgimento de linguagens e ideias diferentes.

Minha avó, uma cristã piedosa, falava com emoção sobre sua infância, de sua conversão e de como foi difícil construir sua vida na cidade. Minha mãe, conta com lágrimas nos olhos como foi criar três filhos sem um companheiro. Eu uso uma linguagem diferente mas penso nessas mesmas coisas.

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