Skateshops: acordem antes que seja tarde!
Guto Jimenez
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Na verdade você tem razão em tudo, mas tem um grande porém, fora dos grandes centros e até mesmo nas grandes capitais, 90% não vende pra skatista, vendem pra simpatizantes. O mercado do skate sempre oscila, vem uma geração, toda a molecada do colégio começa a andar, varias meninas começam a comprar um skate pra ter embaixo do braço, compram tênis, bonés e essa geração cresce, tem outras preocupações, descobre que andar de skate é mais difícil que chutar uma bola e lá vai o skate pra baixo da cama. Hoje muitas cidades do interior entre 40.000 hab e 80.000 hab se tiver 15 skatistas é muito. E esses que continuam, conhecem sempre um amigo que é amador e ganha uma cota de 10 shapes, 3 tenis, algumas rodas e não compra nada na loja. O problema é mais cultural, hoje na minha região de 20 skate shop que são de skatistas, conto nos dedos das mãos as que estão com o nome limpo. Essas skate shop que estão em um lugar mais mocado, que realmente precisa do skatista não tem o apoio da galera local. E pior, usam marcas gringas que não tem a dignidade de ter um skatista no Brasil, e isso tem de monte. Tem até duas falsas rodando em todas as lojas e todo mundo acha que é original. O mercado de skate na minha opinião sempre sera complicado, pois é um esporte difícil de se praticar, e por ter muita gente boa, mais do que as marcas podem suportar, ai entra a lei da oferta e da procura, e a maioria trabalha pra ganhar apenas pequenas cotas que atrapalha o lojista, só que amanhã o lojista é ele, e vai ter outro amador dichavando tudo e com um pacote de cota vendendo na sua porta. Isso faz com que o mercado não seja lucrativo, o cara perde o tesão e o prazer que ele tinha vira um pesadelo, ai ele liga o foda se pra tudo, pra campeonato, pro dia do skate, pra qualquer evento, pois ele esta preocupado em por comida dentro da loja dele e tem 10 representantes batendo na sua porta querendo pegar mercadoria. Isso não é apenas pela crise, vejo este ciclo acontecer desde os anos 2000.

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