Enquanto todos estavam saindo, enchendo a cara, transando com pessoas desconhecidas, fumando maconha, fazendo faculdade, casando, separando, compando carros, viajando, eu estava em casa ouvindo the smiths e pensando na vida miserável que estava levando. Ultimamente, fumava mais que aqueles homens sem vida, sem esposas e sem jantares, sentados em volta de uma mesa de um bar sujo esperando a última saideira. Depois de sair do ensino médio nada mudou, continuava sem amigos, sem ânimo, com o cabelo sem corte, não havia comprado roupas novas, gostava do cheiro das roupas velhas, algumas camisetas xadrez já tinham alguns burracos que fiz com cigarro, acidente! Confesso que, por alguns anos, comprei roupas em brechó, para evitar de encontrar o pessoal que conhecia. Era adorável não rever esse povo chato, que cagava regras pela boca e não ter que ouvir o quanto eles estavam bem na vidinha medíocre deles. Eu saia nas sextas para comprar cigarro, bebida e comida. Não tinha mistério, eu era uma mulher de 26 anos e não estava mais em fase ruim. Gostava da vida que levava apesar de tudo.