Princípio do Discipulado

Desenvolvendo a cultura do reino em nós

No discipulado, receber é o ponto chave para o desenvolvimento da cultura do reino em nós.

O processamento gestacional de uma cultura só é possivel, recebendo-a primeiro e deixando-se nutrir dos seu princípio elementar essêncial.

Não é possível a transmissão da cultura dos céus em nós, sem antes recebê-la por completo, desta forma, obtemos o que deve fluir permanentemente para fora.

Por isso, o reino de Deus não se traduz essencialmente no que iremos dar, mas o que podemos agora receber pela fé em Cristo Jesus.

O reino de Deus só é possível agora, quando recebemos em nós o seu princípio, a comunhão de Deus em seu espírito.

Receber o espírito do Deus vivo é entrar no reino, renascer, agora da água e do Espírito.

Somente o nascimento da carne não nos habilita a ver o reino de Deus, nem tampouco entrar nele, é impossível acessá-lo da carne, mas unicamente de um espírito vivificante.

Deus é espírito e os que querem conhece-lo, devem fazê-lo em espírito, pois essa é a forma verdadeira de conhecer a Deus e seu reino, em espírito e em verdade.

Portanto, dar, não é a condição do reino, mas a manifestação deste, dar é sinal de que recebemos o reino em nós, não que iremos recebê-lo em breve.

Não há condições para receber o reino na perspectiva humana, não é meritório, nem parte de nossas capacitações, parte somente do favor de Deus, que chamamos graça, e esta, imerecemos.

Somos salvos pela graça que só a recebemos por meio da fé, e fé em Jesus Cristo. Agora, o que é graça? Ou, qual o favor imerecido em que somos chamados?

Graça é ser salvo pelo Espírito em um novo nascimento, é viver e frutificar pelo espírito por intermedio da fé.

Ora, o Espírito Santo é quem revela a todo homem quem é o pecador, quem é o justo e quem será julgado.

E o que produzimos naturalmente depois de nascermos em nova condição, agora espiritual, é frutificar, ou na linguagem clássica, boas obras dignas de salvação.

Ninguém é dignizado por boas obras, mas elas são dignas de quem foi verdadeiramente salvo, pois não somos salvos pelas obras do homem caído, mas sim, do favor do homem erguido da sepultura, afim, deste mesmo homem-Deus, ser recompensado pelo fruto do seu penoso trabalho e se alegrar sobremaneira.

Frutos, não salva a árvore, mas indica se ela está saudável e livre de logo morrer.

O princípio se mostra verdadeiro quando dito por intelectuais: "Vida gera vida". Não se sabe o autor de tal frase mistériosa, mas sabemos quem é o doador da vida, que nos emprestou o fôlego para sermos alma, e está, vivificante.

E o princípio de repete na definição em que dar, é partilhar o que somos, se tornar porém, só é possível recebendo de quem dispôs gratuitamente o seu ser.


Por que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho único, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.
Jo. 3.16

Imensamente grato por ler, comentar e compartilhar. #Elevive!