Walmart e McDonald´s apoiam campanha nacional contra o trabalho infantil

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no próximo dia 12, o McDonald’s e o Walmart anunciaram apoio à campanha #ChegadeTrabalhoInfantil, liderada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). As empresas utilizarão sua alta capilaridade em todo o país e o alto volume de clientes para ampliar a mensagem, gerando maior conscientização sobre o tema.

“Ao apoiar este movimento, o McDonald’s confirma seu compromisso de lutar por um Brasil melhor. Replicaremos essa importante mensagem, motivando os nossos consumidores a também defenderem a causa”, destaca Paulo Camargo, presidente da Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald’s no Brasil. O McDonald´s vai replicar a campanha em suas redes sociais, que contam com dezenas de milhões de seguidores, e distribuirá flyers nas bandejas de lanche de todas as lojas no país.

“O varejo tem uma capacidade enorme de comunicar e influenciar milhares de pessoas diariamente. É nossa responsabilidade promover este tipo de movimento junto aos nossos clientes e fornecedores. Erradicar o trabalho infantil é um compromisso do Walmart. Acreditamos que a campanha #ChegadeTrabalhoInfantil deve ser abraçada por toda a sociedade”, ressalta Flávio Cotini, presidente do Walmart Brasil. A rede varejista demonstrará o seu apoio divulgando as mensagens da campanha em seus veículos oficiais de comunicação e em canais de mídias sociais, que também contam com milhões de seguidores.

Lançada em fevereiro, a campanha é apoiada nacionalmente pela Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes), órgão do MPT especializado no planejamento e articulação de ações voltadas ao combate ao trabalho infantil. “Estudos recentes apontam para um grande número de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho irregular no Brasil. O apoio das empresas nos ajudará a engajar a sociedade”, afirma a procuradora Marcela Monteiro Dória, representante da Coordinfância no interior de São Paulo.

Apesar da queda de quase 20% dos casos de trabalho infantil em 2015 com relação a 2014, apontada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ainda há 2,6 milhões de pessoas entre 5 e 17 anos trabalhando no Brasil. Contudo, de acordo com levantamento divulgado em 2017 pela Fundação Abrinq, houve um aumento de 8,5 mil crianças de 5 a 9 anos em situação de trabalho.

“A redução dos números não significa que o trabalho infantil foi erradicado do nosso país. A quantidade de crianças trabalhando ainda é muito grande. Essa é a melhor oportunidade para uma mobilização da sociedade contra essa chaga, para que as estatísticas recuem ainda mais”, aponta Marcela.

O MPT possui um site temático contra o trabalho irregular de crianças e adolescentes (www.chegadetrabalhinfantil.com.br), contendo notícias, atualidades, orientações e prestação de serviços, além de um local dedicado a artigos e opiniões de especialistas. A campanha também conta com uma fanpage no Facebook, um canal próprio no YouTube, Instagram e Twitter.

Trabalho infantil em números

· Entre 2007 e 2015 morreram no país 187 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos durante o trabalho.

· No mesmo período, 518 jovens tiveram a mão amputada em acidentes laborais, num total de 20.770 casos graves de acidente de trabalho envolvendo pessoas menores de 18 anos.

· A OIT (Organização Internacional do Trabalho) calcula que 14,4% dos trabalhadores que atuam em atividades de alto risco no Brasil têm idades entre 15 e 17 anos.

Fonte: Sinai (Sistema de Informações de Agravo de Notificação), do Ministério da Saúde