Brasil é o país que mais mata pessoas LGBT

Em 2016, foram confirmados 343 assassinatos contra lésbicas, gays, bissexuais e transexuais no Brasil. É o que mostram os dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), responsável pelo relatório anual de assassinados a membros LGBT. Destes, 173 eram homens gays. Em janeiro de 2017 foram registrados 23 assassinatos. Em maio deste ano, o número aumento para 61 assassinatos, com maior índice para travestis e transexuais, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

As estatísticas compiladas pelo GGB demonstram que o Brasil é o país com o maior índice de crimes ligados à homofobia — ou seja, o repulso ou preconceito contra a condição sexual de pessoas que se envolvem com pessoas do mesmo gênero –,junto com o México e os Estados Unidos.

Os estados com maiores índices de assassinatos em 2016 foram São Paulo, com 49, a Bahia, com 32, o Rio de Janeiro, com 30, e o Amazonas, com 28. Roraima foi único estado que não registrou nenhum caso –diferentemente de 2014, quando liderou a lista de mortes. Em 2017, Manaus, com 25 mortes, foi a capital com um grande índice de assassinatos em termos absolutos, acompanhado Salvador com 17 e São Paulo 13.

Em São Paulo, onde os índices são os maiores, uma medida foi tomada. Em janeiro deste, ano foi criada o Casa1, centro de cultura e república de acolhimento para LGBT em situação de risco fundado em São Paulo, no dia 25 de janeiro deste ano. O projeto foi idealizado pelo jornalista e militante dos direitos humanos, Iran Giusti, em parceria com Otávio Salles, e financiado através de uma campanha de financiamento coletivo na internet. A mesma teve a duração de um mês e foram arrecadados 112 mil reais para manutenção do local e o aluguel da casa. O restante é financiado por Iran com recursos próprios.

Já na Câmara dos Deputados, a deputada Luizianne Lins apresentou em abril um projeto a ser aprovado em que o ato de violência e assassinato a pessoas LGBT passa a ser considerado crime. Caso aprovada, a lei ganhará o nome de Dandara Santos, em homenagem a transexual assassinada no Ceará no início deste ano.

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