A sua empresa possui uma estratégia cognitiva?
Na atualidade, o termo Inteligência Artificial habita o imaginário popular. Monitores Digitais, vendidos com o label “TV”, estão sendo publicizados em propagandas televisivas com a feature “Inteligência Artificial”. Mas como fugir da banalização do conceito para entender o que está acontecendo com os processos que utilizam tecnologias com viés “cognitivo”. Nada de novo, apenas escolher as fontes pertinentes e informações estruturadas. Mas onde elas estão? Com os cientistas! Nos “academicistas”? Não, nos cientistas que esteiam suas pesquisas na realidade, nos modos que descreve o filósofo da Ciência, Mario Bunge, no seu importante livro “Caçando a Realidade”. Por tradição histórica, que se tornou cultural nas empresas brasileiras, vale contratar um bom guru que destrinchar conceitos difíceis de compreender e a partir deles implantar projetos inovadores. Os gurus são a nossa eterna tentativa de atalhos.
As Tecnologias Cognitivas, como um ramo da Inteligência Artificial, estão emergindo. Entretanto, poucas companhias estão conseguindo “enxergar” como obter ganhos de capital social e/ou financeiro se investirem nesse segmento. As dúvidas pairam devido à banalização do uso dos termos IA e Cognição ou porque, realmente, esses tipos de tecnologias simbióticas, no relacionamento homem e máquina computacional, possuem consistência tecnológica para resolver alguns importantes problemas enfrentados pela empresa e/ou se conseguirão abrir novas oportunidades de negócio?
As tecnologias cognitivas atingem em cheio à forma que nos relacionamos e trabalhamos na atualidade, que apesar de todos os modismos, é embasada nos ditames da 1.ª Revolução Industrial. Esse novo tipo de relacionamento, parceria, entre ser humano e máquina computacional atinge áreas, que somente eram de domínio do Homo sapiens sapiens, como estruturar informação de forma semântica, “perceber” contextos, participar de processos de decisão e sugerir alternativas.
Contudo, quais empresas brasileiras que estão pensando nas Tecnologias Cognitivas aplicadas devido às especificidades estratégicas? Como na relação de parceria entre homem-máquina computacional, nas tecnologias cognitivas, as empresas devem buscar parcerias com os cientistas, pois modismos e gurus não darão a vanguarda necessária para mudança de paradigma nesse novo contexto no relacionamento simbiótico homem-maquina computacional.
