Chorão, Pregadores, e o Cristianismo.

O nosso texto de hoje, talvez seja o mais doloroso, do pensamento até aqui, a escrita, mas é necessário, pelo menos para este que vos escreve. Bom amigos, talvez o texto seja longo, então a recomendação de sempre é válida aqui, pegue sua xícara de chá, seu copo de refrigerante, caneca de achocolatado, ou apenas água, e vamos começar…

Existem algumas “obrigações” quando você está aprendendo a tocar violão, elas devem ser cumpridas por todos que desejam tocar em uma rodinha pela primeira vez, são regras simples, citarei 3:
1- Tocar Legião Urbana.
2- Tocar Que País é Esse (Transcende a banda kk).
3- Tocar Charlie Brown Jr.
Existem outras regras, mas essas três são sempre presentes; o Legião não está no título, nem o nosso hino nacio.. digo, nem Que País é Esse, restou-nos o Charlie Brown, e o repertório mais sensacional de músicas motivacionais/românticas/ feitas para skatistas, que atingia muito mais que o “público alvo”. O Chorão tinha uma capacidade enorme de falar da vida como ela era, de mostrar objetivos, fazer pessoas olharem para dentro de si e perceberem que eram mais do que pensavam, e serem humildes o suficiente para serem menos do que eram, sua música não era apenas um entretenimento comum de rodas de amigos ou de luais, eram um estilo de vida, uma filosofia [se eu for mais longe transformo em religião rs]. Mas chegamos no ano de 2013, sabemos o que aconteceu ao homem que valorizava a vida, lutava por sonhos e defendia ideais, de repente tudo isso morreu com ele (?), e eu, sim, eu, não entendi o porquê, até chegar em 2015, ou como eu chamaria: O ano em que mais procurei, corri, e lutei em favor de levar o evangelho genuíno de Cristo para dentro, e fora, das igrejas.

Com o título que esse ano ganhou até parece que fiz grande coisa, mas não foi nada, e agora menos ainda, então isso é menos engrandecedor do que parece (rs rs rs, chorinho). Amigos, não sei se todos vocês aqui, que se esforçam em ler o que eu escrevo, já sentaram por algumas horas, em alguns dias, em alguns meses, para ler a bíblia, passar dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), conhecer o nascimento da igreja (Atos), e aprender o que tudo isso significou com Paulo (em todas as suas epístolas, ou, falando igual gente, cartas), se vocês já passaram por esse processo, certamente tiveram a experiência mais louca de descobrir que muita coisa que você aprendeu ou ouviu falar sobre o Cristianismo era uma mentira, ou sofreu modificações, enfim, é bem diferente do que dizem por aí (aliás, tudo na vida é diferente do que dizem por aí, por isso, busquem conhecimento, SEMPRE). Eu lembro quando tudo começou de fato, na minha própria igreja, caderninho na mão, palavra estudada, pedindo a Graça de Deus na minha vida, e o momento da palavra, foi bom, as pessoas entenderam, creram (ou eu acreditei nisso); as próximas foram mais frequentes, o mesmo aconteceu, e fomos para fora, outras igrejas, outros irmãos, muito receptivos. Chegou o dia, mais uma mensagem, mais um pouco daquela alegria de falar de Cristo, um pouco mais da maravilhosa sensação de falar do Reino, abri o caderninho e folhe-ei-o (kk, eu tenho 90 anos), e em todos os “esbocinhos” o centro da mensagem era o mesmo, a conclusão era única, eu estava tomado pela mensagem da Cruz atrelada à Graça, e naquele momento achei que todos que já haviam me ouvido também, mas, bastou olhar para o público da mensagem para entender que não, eram apenas palavras talvez, eu já havia dito aquilo tantas vezes, de formas diferentes, que ao invés de “contaminar” com a mesma mensagem que eu vivia, eu criei um tipo de “vacina” contra a palavra pregada. Precisei chegar em Setembro de 2016 para entender o Chorão (é nesse ponto que se minha mãe lesse já iria prever um suicídio, você também né, relaxa), e entender que só buscando a Graça é que permanecemos lutando, não existe um motivo que seja forte o suficiente para lutar por pessoas, não existe algo que seja tão forte que me faça acreditar em perseverança, sonhos, realização, amar o meu próximo como eu me amo, ME AMAR, não há como fazer sem buscar por essa “coisa” maravilhosa que é a Graça. E cara, tá, eu sou chatão, pregando pra você num texto, talvez nem Cristão você seja, mas, você deve ter entendido aonde estamos agora, o saudoso Chorão falou da vida pra gente que parecia querer viver, falou de amor pra quem parecia querer amar, falou de lutas que pessoas pareciam querer lutar, mas ele era só uma voz, um toque bonito no celular, uma música de lual, um entretenimento, pensa por um segundo, que talvez (sim, tenho convicções, mas não tenho provas) ele quisesse apenas que as pessoas entendessem e tentassem viver o que ele falava, e isso de certa forma tornasse mais fácil que ele vivesse a própria mensagem, mas o ato foi falho, as mil letras com mesma mensagem de nada valeram e “boom bye-bye”. Aos vivos pregadores, que lutam pela vida, e aos que vão mais longe e lutam pela Palavra, que a Graça seja com todos nós, hoje e sempre.

Gente, muito de pastor esse texto, fala sério, se você chegou até o final, então dá aqui um abraço. Todo texto eu tento falar de uma forma que você que não conhece, ou não crê em Cristo consiga entender a parte central da mensagem, e que você Cristão, também entenda a parte além das palavras. De qualquer forma, é sempre muito prazeroso escrever aqui, poder compartilhar experiências, e tentar continuar minha luta. Eu gostaria de fazer um pedido, kk, seria um like? Um compartilhamento? Um dinheirinho? Não. Apenas, ore por mim, e se você não ora, me incentive, ou melhor, faça o que falei no outro texto, incentive outras pessoas, todas que você conhece, dê motivo à luta delas, e elas darão motivo para a sua. Abraços largos, graça e paz a todos vocês ❤

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