Exterminadores do Além Contra A Loira do Banheiro

Com a missão de trazer uma lenda dos mito escolar brasileiro ao conhecimento da geração X e Y que pouco sabe de quem se trata, ‘Exterminadores do Além Contra A Loira do Banheiro’ até que tem sua valia. Mas a ideia de influencers que trabalham com o sobrenatural falha quando piadas de mau gosto permeiam o texto e fazem dele um conjunto de frases sem efeito propondo uma comédia nada agradável.

Escrito pelo apresentador, ator, repórter e produtor Danilo Gentili em parceria com Fabrício Bittar e André Catarinacho, o terror cômico escrachado não conquista tanto quando poderia e perde tempo em tela com atuações frouxas como a de Gentili ou ainda de Murilo Couto e Léo Lins. que nada convencem.

A direção é de Bittar e ainda aparecem no elenco: Dani Calabresa, Antônio Tabet, Digão Ribeiro, Bárbara Bruno, Matheus Ueta, e o apresentador Ratinho.

O trio de youtubers ‘caça-assombração’ formado por Fred (Lins), Túlio (Couto), Caroline (Calabresa) e Jack (Gentili) vira um quarteto em alguns momentos do longa

Túlio (Couto) é um cinegrafista que trabalha com os amigos e estes tem um grupo que vive caçando fantasmas e personagens do mundo sobrenatural para desvendarem seus mistérios e os solucionarem, se possível. O escritório deles fica no terreno do Tio de Túlio, o açougueiro desbocado Alcides (Ratinho) e este vive cobrando do sobrinho mais presença na vida além do dinheiro do aluguel. Enquanto isto, ali perto, algo estranho anda ocorrendo no banheiro do colégio Isaac Newton e um diretor preocupado, porém nem tanto, chama os ‘exterminadores’ para darem um fim nos boatos de que há um espirito assombrando a escola. Para isto, Jack (Gentili), o espertalhão e criador de armas fajutas, Caroline (Calabresa), a vidente, e Fred (Lins), o galã metido a inteligente, decidem passar a noite na escola e descobrir o que está acontecendo, mas não sem a ajuda de Túlio que é convidado apenas para se vestir de fantasma e ajudar o grupo a ficar bem na fita. Porém, esses exterminadores tem uma noite ensanguentada quando ‘A Loira’ do banheiro ganha forças para atormentar a escola.

Trailer

Ficha Técnica

Título: Exterminadores do Além Contra A Loia do Banheiro, 2018. Direção: Fabrício Bittar. Roteiro: Danilo Gentili, Fabrício Bittar e André Catarinacho. Elenco: Danilo Gentili, Léo Lins, Murilo Couto, Dani Calabresa, Bárbara Bruno, Pietra Quintela, Matheus Ueta, Sikêra Júnior, Ratinho, Jean Paulo Campos, Digão Ribeiro, Antonio Tabet e Marcela Tavares. Nacionalidade: Brasil. Gênero: Terror — Comédia. Som: André Bellentani. Fotografia: Marcos Ribas.Montagem: Nicholas Fettback e Bruno Nunes. Direção de Arte: Glauce Queiroz. Figurino: Heloisa Cobra. Produção: Danilo Gentili e Fabrício Bittar. Produção Executiva: Julia Carlucci. Produção de Elenco: Adriano Almeida.Classificação: a confirmar. Distribuição: Galeria Distribuidora.Duração: 108 minutos.

O problema aqui é tudo, menos criatividade. Há muita. Tanto nas técnicas de filmagem e na produção das cenas quanto no argumento. Mas nem isso consegue excluir o desleixo dos roteiristas em deixar o incremento de piadas sobre pedofilia ou explorar ainda personagens típicos como diretores de colégio privados que são canastrões. Também se brinca com a origem\nacionalidade de um dos personagens e o politicamente incorreto é visto de novo.

Não fosse isso, as atuações são extremamente ruins e a escolha de casting parece ‘mais um filme onde empreguei meus amigos’ e isto se confirma quando chegamos aos créditos e os personagens aqui são entrevistados no próprio programa de Gentili, mas não por ele e sim por seu co-apresentador, o Diguinho — fãs dos músicos do Ulltraje a Rigor, Roger Moreno e Mingau, vão ficar felizes em vê-los ali também — afinal a banda tem presença constante no talk show.

Dani Calabresa e Antonio Tabet tem participações pequenas, mas são as únicas consistentes. As crianças Matheus Ueta e Jean Paulo Campos também.

Para os fãs de terror, há sangue de sobra, mas não há tanta graça e nem aquele inusitado pulo da cadeira comum em sessões do gênero. Olhando pelo lado da comédia, como dito antes, é de um péssimo recorte e se o espectador rir aqui é provável que ele precise ir ao médico, pois tem problemas sérios.

O design da produção marca, pois vem com um tom oitentista e quer, de certa forma, homenagens filmes daqueles tempos. A própria situação do grupo como ‘caça-fantasmas’ já diz muito. E é uma pena que uma ideia tão boa como a lenda da loira do banheiro se perca ou seja um pano de fundo para uma tosqueira ruim sem fim como vemos aqui.

Avaliação: Um mar de sangue desnecessário (1/5).

29 de novembro nos cinemas!

See Ya!

B-