Agenda cheia.

Acho graça quando leio ou escuto a expressão “agenda cheia”. Mais graça ainda, quando a frase é dirigida a mim.

Eu, que mal saio de casa e prefiro um milhão de vezes ficar cercado de livros em meu quarto a participar de qualquer coisa apenas para marcar presença, não me enxergo como merecedor de tal alcunha.

Ter/ser um agenda cheia implica em dificilmente ser encontrado, já que você é uma pessoa ocupada que tem sua atenção disputada e dividida por inúmeras coisas, o que não é meu caso.

Aí, parei um pouco pra pensar. Analisei meu comportamento e as mensagens que eventualmente transmito (linguagem corporal talvez) e não identifiquei nada que denunciasse uma vida agitada.

Pensando bem, ao marcar ‘Tenho interesse’ no Fb talvez emita algum tipo de sinal. Pensando bem, ao me empolgar momentaneamente para ir em algum show talvez emita algum tipo de sinal. Pensando bem, ao chamar alguém para um evento qualquer talvez emita algum tipo de sinal. Pensando bem, se ficar um tempo considerável sem visitar a casa de meu pai talvez emita algum sinal.

Pensando bem, deveria refletir um pouco sobre os sinais emitidos.

Fato é, que ultimamente tenho perdido o interesse em fazer algumas coisas com grande rapidez. E sei que não é uma postura das mais legais com as pessoas (me desculpem!), mas tenho procurado dar um pouco mais de atenção ao que sinto. Se não puder compartilhar de um momento de corpo e alma, prefiro não forçar a barra.

Não sou um agenda cheia. Sempre soube.

Talvez os sinais emitidos indiquem o contrário para algumas pessoas. Talvez o distanciamento provoque isso. Não os culpo, não me culpem.

O processo de evolução e melhoria é constante. Uma hora dá certo. Tenho refletido bastante.

Eu acredito.

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