Equilíbrio.
Tentava equilibrar-se entre a linha invisível que separava o excesso de confiança da falta impressão de sabedoria. Julgava-se uma pessoa diferenciada.
A vida havia lhe ensinado muito, mas dada as devidas proporções não soube extrair aprendizado algum do que havia vivenciado.
Seguia a passos largos em direção ao incerto. Não costumava escutar as pessoas próximas e fazia troça quando estas tentavam lhe abrir os olhos.
Os ditos “amigos”, estes sim eram valorizados. Pessoas que pareciam seguir um caminhos similar, mas que de certa forma conseguiam se equilibrar na árdua tarefa de viver.
Ele seguia ali pendendo ora para a esquerda, ora para a direita, tentando disseminar suas teses e teorias acerca de tudo, buscando uma forma de influenciar ou mesmo de justificar alguma frustração que lhe ocorrera recentemente.
Sabia que o tempo tornava-se cada vez mais alguém que jogava contra. Parecia compreender que havia dado a ele todas as oportunidades e agora queria correr para mostrar quem dava as cartas.
Parecia não sentir essa pressão pois continuava a cometer erro atrás de erro tentando em vão convencer a si mesmo de que estava certo.