Irritado.

O nervosismo estava atingindo níveis cada vez mais altos. Qualquer pessoa que cruzasse seu caminho era vítima de sua ira.

Não sabia dosar e tampouco ponderar que a sociedade não tinha ligação alguma com os problemas de sua vida. Acostumou-se por assim dizer a falar o que lhe vinha na telha sem muitos critérios.

Por muitas vezes os impropérios acabavam machucando pessoas que o estimavam e nutriam grande admiração por aquela figura controversa.

Perguntas eram feitas, mas as respostas não auxiliavam em nada para compreender o motivo de tamanha irritabilidade.

Permanecia assim atrás do balcão, a irradiar sua insatisfação e frustração com o andar da carruagem.

Talvez lhe faltasse a percepção de que as cisas que ali ocorriam eram resultado de suas próprias escolhas.

Mas por vezes é mais prático se camuflar e crer que todos ao seu redor estão errados.