caeiro
sabe quando é de sossego? é o nó que embrulha desejo, finge, satisfaz. parece todo aquele quase atalho pralgum canto que se sabe de querer, crer; um godot de arremedo e engodo que se vai silencioso e sem vista de teto… funciona assim: segue reto, caminho de largo, vira, isso, primeira à direita, esquerda, na árvore cenográfica que é de osso mesmo (pescoço de frango e bacia de porca), direita outra vez e posse! sem nada, enfim, sobra rumar a memória do caminho. triste sossego dalgum calibre, peso na cabeça e pau!, cabô. mas sabe quando é desassossego? de pessoa. cai de noite, sobra tempo pra frente, de plano e ideia. quando se tem ou toma-se por qualquer descaminho e, sobe o amém, mistério é de já vontade! de consumar caeiro, coçar na ânsia do desconcerto o libelo do apego. talento de figuração e túmulo pra receio, pois sim. aquele, o coração, salta pelo umbigo, desvenda algum mistério e, sabido de si, levanta o adeus: cabô. vá fingir sono. vou. olho no chão, beijo nocê, que seja.
