A felicidade dilacerada, por muitas vezes o causou medo. Decepções, memórias do passado vem à tona, sem controle retornam, e o medo se torna mais uma vez seu companheiro.
Está morto de novo.
Uma caixa ambulante apenas pra fazer a felicidade dos outros, uma caixa vazia. Grita pra todos ouvirem, mas o grite ecoa apenas na sua cabeça. Ninguém o ouve. Jamais ouviram.
Cada dia, a motivação para seguir está entre uma linha tênue sobre o medo e a felicidade.
A felicidade, portanto, parece estar presa sobre ramificações do que o passado lhe causou. E mais uma vez, o passado vence.
A necessidade de apoio, acaba por sua vez, se tornando mais um inimigo, já que ninguém compreende seu grito que dilacera.
O que adianta o amor dos outros quando não se ama, primeiramente, a si mesmo? Era venerado por todos, mas também pelo medo.
Está morto mais uma vez.
A honra de se tornar um homem por completo ainda está muito longe, pois o passado ainda o atormenta.
Muitas vezes, não nos damos conta do que está ao nosso redor. Talvez um estranho qualquer, talvez seu amigo. Quem garante que seja seu amigo de verdade? O que impede ele de te causar o grito que ecoa mais uma vez?
O corpo é a sua cela. E dali jamais sairá.

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