Rooting for you

Querida Maria Louíse,

Venho por meio desta carta contar um pouco sobre como me apaixonei pela pessoa que tu és.

Era uma manhã típica de inverno. Eu, como alguém que destoa de bagunça emocional, te vi naquele café com o cabelinho desajeitado que eu tanto amo e acabei por derramar meu cappuccino no notebook. Era o fim dele. Era o início de outro. De outro que jamais vai acabar.

Demorou pra eu criar coragem pra ir falar contigo, tu lembras? *risos*

Toda manhã no café. Todas as trocas de olhares. Todos os infindáveis invernos. Os invernos que não se acabam até hoje. E agora você se foi. Na verdade já faz 5 anos.

Tô aqui nesse quinto inverno, Mariê, pois eu tava com saudade de te ver. Eu gosto de pensar que, agora, aonde quer que tu esteja, tu está fazendo o melhor pra cuidar de mim. De nós. As always.

Tu deves perceber que ainda é difícil pra eu, mas eu sei que tu não gostaria de me ver mal pela tua partida, então são lágrimas de felicidade. Felicidade desde o nosso primeiro café. Felicidade desde o primeiro choro da nossa pequena. Felicidade destoada em lágrimas desde que tu me ensinou que para superar, é preciso deixar partir. Deixar você ir fazer o bem aí de cima.

Eu vou estar aqui no próximo inverno. Sei que você estará por mim também. Por nós.

Eu ainda tenho alguma destreza em ajeitar as coisas do nosso baby, mas o coraçãozinho dela aos poucos entende que tu vive e viverá em nós até a última geleira desse mundo derreter. Até o último inverno.

Até o último café.

Amanhã tudo vai ficar bem, meu bem. Eu prometo.

Com amor, desde sempre

Pedro
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