Quem deve lavar a louça?
Mulher na sociedade contemporânea
No século XX, período marcado pelo início das manifestações feministas que primeiramente protestavam a favor de melhorias nas condições de trabalho — devido a uma nova forma de vida trazida pela Revolução Industrial, mais tarde também reivindicavam o direito ao voto, entre outras coisas. E foi assim que começou essa luta diária enfrentada pelas mulheres, que até os dias atuais ainda buscam a igualdade dos gêneros.
Seus ideais e posicionamentos outrora sufocados pela sociedade machista que lhes impunham ideias de fragilidade, inferioridade e incompetência, agora se tornaram quase irrelevantes à frente de um mundo mais igualitário. Mas por que quase? Quase, pois ainda existem muitos obstáculos e dogmas para serem discutidos e superados, como o fato de que muitos direitos lhes foram negados no berço, pelo simples fato de não serem homens. Um exemplo desse tipo de injustiça que ainda não foi sanada, é a desigualdade na remuneração existente em cargos taxados como “masculinos”, como o de juízes, gerentes de empresas, etc. E, nas raras exceções que os mesmos são ocupados por mulheres, elas recebem menos; ou seja, seu direito de receber um pagamento igual ao do homem, é negado pelo fato dela ser mulher e não por ser incompetente em seu serviço.
Além disso, existe o preconceito que surge em casa, pois desde a infância mulheres são tratadas de forma diferente dos homens da família. Um exemplo claro disso, é a divisão de tarefas — Enquanto é imposto como obrigação da menina, ajudar a mãe nos serviços domésticos, para o garoto pode ser considerado uma ofensa a sua masculinidade. E é nesse contexto que podemos considerar a origem desse problema social que é aceito desde a infância, fazendo com que muitas mulheres adotem a mesma postura condicente que lhes fora mostrada desde tão cedo.
Partindo desse pressuposto, é possível concluir que a sociedade só será mais justa em relação à igualdade de gêneros, no momento em que toda mulher e todas as minorias, como negros ou homossexuais, forem tratados como seres humanos, sem estereótipos arcaicos ou delimitações impostas pela sociedade.