Penso, logo…

Todos sabemos da dificuldade de pensar com clareza. Qualquer pensamento que comece leve como pena pode adquirir em alguns minutos de desenvolvimento, toneladas.

Estamos cercados de tantas questões, algumas tão batidas quanto “de onde viemos?”, “para onde vamos?” e outra mais banais que surgem como uma fraca centelha e logo se apagam, levadas pelo rio da mente. Mas o fascinante de tudo isso é que a vida se recicla através das perguntas e pensamentos.

A máxima “Penso, logo existo”, nos mostra a grandeza do que fazemos a todo instante, querendo ou não, existindo, influenciando e sendo influenciado por diversos, infinitos estímulos. Influenciando e estimulando também à outras mentes, outras existências singulares.

E ao concebermos um bom pensamento ganhamos os dias, bons em existir mesmo que em formas caóticas em alguns momentos. Nessa trilha ficamos mais próximos - isso se pensarmos com força e cuidado - de sermos mais daquilo que queremos ser.

Alguns pensamentos são difíceis de engolir, são indigestos, secos e pesados mas também fazem parte do que somos e do que podemos vir a construir depois, dada a interpretação à que chegarmos deles é como vi uma vez - “Não me lembro dos livros que li, nem das refeições que comi, mas sei que ambos me fizeram.”

Então pensamos, e pensaremos infinitamente mais, nos formaremos e existiremos até o fim, quando não pudermos mais pensar em nada, talvez o derradeiro pensamento seja - “Pensei, logo existi enquanto o fiz”.