Vida em formação

A vida ta correndo rápido não? Lembra de brincar na rua? Da sua primeira namoradinha e daquela sensação esquisita que mais tarde identificaria como amor? De correr pra cama dos pais quando tinha um pesadelo ? Pode não parecer, mas tendo 10 ou 50 anos, todos já vivemos muito. Temos lembranças, boas, ruins, pessoas, lugares, risos e lamentações, ninguém faz a minima ideia de onde veio, nem que tipo de coisa seu coração já sentiu, talvez eu esteja falando essas coisas, a despeito de quem ainda é uma criança, e é abençoado com a leveza de correr na rua com os amiguinhos.

A gente cresce, e sente como se o tempo escapasse entre os dedos, num labirinto que você não sabe como entrou, ainda mais se for do tipo orgulhoso, que não pede ajuda a ninguém, uma certa verdade é clara— Existem fardos pesados demais para serem carregados sozinhos — Pode não ser agora, nem amanhã, mas ajuda será necessária, e o que também lhe será necessário é força e paciência, para suportar a si e às pessoas que escolheu para lhe acompanhar. Não sou expert em vida, só digo que me arrependo de desejar que o tempo corresse mais rápido, me arrependo de não ter feito algumas coisas, de ter errado com as pessoas, mas é que nem sempre eu sei a resposta certa, é óbvio que ninguém sabe.

O que eu queria dizer é bem simples, talvez a melhor escolha seja a que lhe fizer viver da forma mais leve possível, momentos ruins vão existir em número superior ao de bons, e terão fases em que a gente acha que não vai dar conta, temos que acreditar em nós, e em nossos “companheiros de viagem”, faça todo tipo de escolhas, e sim, você tem o direito de se arrepender delas, já que a segunda coisa que eu queria dizer é para lutarmos ao máximo para não perder as oportunidades que nos são dadas, vão haver lacunas que com o tempo e jeitinho a gente aprende a preencher, pedras no caminho que a gente consegue tirar, outras que teremos que dar a volta, tenha fé, e mantenha o passo firme e sereno sempre que possível e se por um acaso me encontrar por ai, eu vou estar fazendo o mesmo, ou ao menos tentando achar aquilo que vale a pena, que faz a alma não se sentir mais pequena.

20 de Maio, 2012 — De um homem em formação