Crônica antiga pra explicar o Escarro

O velho Buk. Ele escarrava pra caralho. Por isso escarro também. Todos tem o que escarrar.

É tão deprimente pensar em quantas idéias eu escarro todos os dias aí, pela rua. E pior ainda é saber que eu posso atingir quem eu não quero. Outro dia enquanto dobrava a esquina, pechei-me com um cachorro, ele babava e eu escarrava. E o pobre cachorro escapou correndo, em alarido pois acabei por escarrar para o lado errado.

Eu ainda acho que a cada dez metros deveria ter uma escarradeira para cada pessoa, como eu, ou como tu. Ou pelo menos uma pessoa passiva que abrisse a boca e engolisse tudo o que os outros necessitam cuspir (já existe, e muitas, infelizmente).

Agora. Parei para pensar. Eu não sou o pior dos casos. Existem muitos que não sabem escarrar, e sim vomitar, tão ofensivamente sem pensar. Pelo menos eu escarro casualmente, sem ver. As vezes mais, as vezes menos, depende muito de quanto cuspe levei, e de quantos vômitos tomei.

Sem querer vomitar em ninguém, mas eu agradeço a essas palavras e também ao Medium, por ser essa escarradeira tão boa, e obrigado a você que tomou essa cuspida.

Crônica escrita em 15/02/15 para o Recanto das Letras.

Tudo o que eu escarrar pode ser levado a sério, ou não. Eu só quero escrever.

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