As pessoas ficam na sua vida o tempo necessário para te ensinar algo.

Há 5 meses na estrada, e em 13 países, eu já perdi a conta de quantas pessoas eu já tive que me despedir, de quantos abraços apertados que eu não queria soltar, de quantas vezes eu tive que segurar o choro pois sabia que seria apenas um até logo, ou de quantas vezes mesmo segurando a lagrima ela veio quando não tinha mais ninguém por perto: no meu cantinho no trem, no ônibus, no aeroporto… Eu acredito que as pessoas não entram na sua vida por acaso, elas entram pra te ensinar alguma coisa, te ensinar a viver a vida mais leve, ou simplesmente te mostrar que tipo de pessoa que você não quer ser. As vezes pessoas que vão ficar alguns dias com você em algum canto do mundo vão fazer você crescer, fazendo você enxergar o mundo de uma maneira diferente, e você vai considera-la como amigos de infância, sentindo saudade diariamente e lembrando o quão incrível que foi conhece-la(o).

Tudo na sua vida está escrito, como já disse um grande escritor “maktub”. Sabe aquele dia horrível que você deixou pra comprar a passagem do ônibus de ultima hora e quando foi comprar já estava lotado? Ou quando você teve que rodar a cidade com a mochila nas costas procurando um Hostel de ultima hora? Nesse momento você foi conectado com alguém que precisava entrar no seu caminho pra te ensinar algo. Que depois da despedida você para e pensa: esse país não seria o mesmo se não tivesse conhecido fulano. 
Uma vez eu estava em um café sozinho em Utrech, na Holanda, até que um rapaz americano de aparentemente 27 anos pediu pra dividir a mesa comigo. Falei que sim, e começamos a conversar. Nesse dia ele me falou a frase que mais me fez pensar na real importância de se viajar sozinho. Ele me disse a seguinte frase: “Ficar o dia todo conversando em um parque, um café, com uma pessoa que você acabou de conhecer, vai ser mais enriquecedor pra você do que perder meio dia em um museu.” Depois ele levantou, saiu e nunca mais nos vimos. Depois disso eu comecei a perceber o quão valioso é conhecer gente no caminho, o quão enriquecedor é dormir com um grupo de estranhos no meio do deserto do Saara e comemorar a cada estrela cadente que corta o céu mais estrelado que eu já vi na vida, com certeza não seria a mesma coisa sem aquelas pessoas. 
Viajar é estar aberto a novas culturas, novas pessoas, novos comportamentos e, principalmente, estar aberto a mudanças.

Dedico esse texto a todos os meus amigos que cruzaram o meu caminho e que me ensinaram e me ajudaram a aguentar o peso da mochila até aqui, mas, principalmente, dedico ao meu amigo/irmão Savino, que me mostrou o amor pela leitura.

Quem quiser acompanhar minha jornada pelo mundo ou tiver alguma duvida pode me procurar no instagram @welton.amorim