Marketeiros tem que se tornar Profissionais do Entretenimento

- Social Media, 100 likes!
- AFASTA!!!
- Conteúdo, me dá um post de blog!
- Droga, estamos perdendo ela!
- Acabou. Ano da morte?
- 2016, a Propaganda está oficialmente morta.

Esse é um texto que escrevi no início de 2016, mas que acabei revisitando ao ver que continua pertinente no cenário da comunicação brasileira e global. Adoraria ouvir as opiniões de vocês sobre o assunto!

Nós, os profissionais de Marketing e Comunicação, estamos sempre tão bitolados buscando novas formas de aumentar o contato de nossas marcas com os consumidores que esquecemos de algo muito importante: O Binge Watching.

Todos os dias a TV está perdendo sua audiência para um conteúdo não comercial, altamente curado, disponível e o mais importante (pra não dizer preocupante), sem propagandas. Todos nós sabemos disso, mas o que isso significa?

Siginifica que as pessoas querem entretenimento. Quantos amigos seus, inclusive os publicitários, utilizam AdBlockers? Todos estão buscando maneiras de se esquivar das propagandas, inclusive quem vive delas! Estamos tão distantes do nosso objetivo de aproximar as pessoas de nossas marcas, que nem percebemos que estamos oferecendo exatamente o oposto do que elas procuram. Não estamos seguindo a tendência de comunicar entretendo. E as possibilidades são inúmeras!

Como diz o velho ditado: Se não pode vencê-los, junte-se a eles. Nem tudo é ruim. As últimas tendências que seguimos estão nos levando na direção certa. Criação de Conteúdo e Storytelling são dois bons exemplos de bons esforços feitos nesse caminho, mas chegou a hora que nós, Marketeiros, Brand Managers e Comunicadores temos que mergulhar de cabeça no Entretenimento.

Quando eu digo Entretenimento, eu quero dizer ENTRETENIMENTO. Por favor, vamos maneirar no Product Placement. Ele sempre me lembra aquele tio que quer ser descolado e se sentir parte da ~tchurma~ falando coisas como tchurma. Crie o entretenimento que seus consumidores realmente querem saborear. Sem propaganda. Sem produto. Puro entretenimento.

Parece estranho, eu sei. Parece que você vai criar algo tão genérico que qualquer marca poderia utilizá-lo. E se você se sente dessa maneira, significa que você está no caminho certo pois o entretenimento puro é tão orgânico que ele parece ser parte do universo do seu consumidor. Ele não está tentando te vender nada, ele só está lá. Fazendo parte da sua vida. Assim como a sua marca, que nesse contexto tem uma relação natural e íntima com seu consumidor. E ele ama isso.

Nós, como consumidores, evoluímos. Hoje em dia, como nunca antes, sabemos quando uma marca está tentando nos vender algo ou quando eles estão fazendo coisas só para parecerem ‘maneiros’. E nós não aceitamos mais esse tipo de besteira. Nós queremos marcas que façam parte do nosso mundo, que sejam pessoais, humanas e acessíveis. Nós queremos marcas que nos conheçam e que nos chamem para jantar.

E nosso mercado está cheio de pequenas agências/studios/bureaus/hot shops/labs/qualqueroutronomequevocêqueiradar que se movem muito mais rápido que a sua tradicional agência ganhadora de milhares de prêmios. E essas pequenas agências já estão trabalhando sob os novos paradigmas de comunicação, ao mesmo tempo em que o descobrem e desenvolvem.

Se você não acredita nesse tipo de mudança, dá uma olhada no artigo da Content Strategist falando de como as marcas estão investindo mais em fazer seus próprios filmes (está em inglês): https://contently.com/strategist/2016/01/06/the-new-hollywood-why-brands-are-making-movies/

Vou tentar revisitar esse assunto mais vezes durante o ano, afinal, as mudanças são rápidas e nossos sistemas operacionais não são os únicos que precisam de atualização. Por fim, adoraria ouvir a opinião de vocês a respeito!

Muito obrigado pela leitura!