Sobre o amor…
Na iminência da sua ausência encontro vias que me levam cada vez mais à você. Procuro subterfúgios para subverter a lógica e ir de encontro à você, embora o amor seja tão ilógico e irracional. Afinal, se for volver o sentimento e torna-lo razão, você tira a capacidade do sentimento de sentimentalizar, você perde a essência e retém apenas o que é irreal. Voltemos ao amor, emanemo-nos no amar, para embriagarmos desse amor.
Se não for para amar que não seja. Que não seja coisa qualquer. E que não seja coisa qualquer. Porque o amor não é qualquer coisa. Amor não é isso. Amor é aquilo que todas as outras coisas não são. E amar é transcendental, é imemorial e ad eternum.
E ao amar, que seja mar. Infinito. Que não sabemos onde começa e muito menos onde termina. E que se for pra terminar que termine no altar. E que no altar se eleve aquele amor que soube se rebaixar ao crivo da razão. E que no altar esperemos que o amor se altere. Que dois se faça um. E que se um se faça eu …..
Porque eu fui feito para amar
E eu fui feito para o amor
Mas no amor não pode haver ausência, nem tampouco pode ser iminente
Se for pra ser amor anarquize a compreensão humana, se jogue da marquise e se lance ao penhasco do desconhecido esperando que os braços estejam abertos prontos à te segurar nessa empreitada desfreada. Se for pra ser amor, ame!
Wesley Fernandes Fonseca
