É difícil ser legal

Dessa forma não dá pra ser formal.


Não é contraditório o SEBRAE incentivar negócios inovadores, mas possuir em seu catálogo um leque limitado de atividades? No meu caso, por exemplo, se eu quiser prestar serviços de criação gráfica, terei que me ‘enquadrar’ em uma “oportunidade promissora” que limita ou descrimina a minha atuação de maneira inadequada.

“Seleção de oportunidades promissoras de negócio” — negociocertosebrae.com.br

Será que o SEBRAE tem conhecimento sobre os bureaus de serviços, garanto que eles iriam ‘pirar’ nesse lance. Super inovador (sarcasmo mode: on).


E por mais que você me diga: “Há, o SEBRAE incentiva maneiras inovadoras de se fazer negócios comuns” — isto não faz nenhum sentido.

A impressão que tenho é que o SEBRAE é um banco de modelos de negócios e está para o empreendedor assim como o Shutterstock está para o “Designer”. Well Obviously!


Com relação a investimentos, o SEBRAE ~orienta~ (R$) um mínimo no negócio, incluso claro, sua consultoria.

Para o ‘empreendedor’ que possui uma ideia, o conhecimento em forma de matéria prima, e mercado (demanda de serviço) somente, o SEBRAE se torna inviável. Invertendo algumas frases talvez eu consiga constatar que: Eu não sou interessante para o SEBRAE.

O curioso é que grande parte dos novos e ‘micro empreendedores individuais’ investem no pacote SEBRAE com fundos adquiridos durante sua informalidade. Fundo este, possível graças a desburocratização da ‘legalidade’ que aqui já não é um benefício e sim, um produto da instituição.

É como se o SEBRAE virasse pra você e dissesse:

- E aí! Então você quer abrir um negócio?
- Quanto tu tem aí na carteira?
- Ihhh, meu irmão. Volta mais tarde que com essa tua merreca aí não dá pra nada não.
- Ahhh, sim! O seu investimento será em ‘capital intelectual’?
- Só te bater uma real: “Soldado, quem quer rir, tem que fazer rir também”.

O meu conselho (pra mim mesmo, não precisa seguir) é que a informalidade será uma muleta mais útil para mim do que o SEBRAE, ou qualquer outra promessa de ‘um negócio mais profissional’. Quando eu estiver em uma situação em que eu não saiba o que fazer com o dinheiro, talvez isso me seja útil.


Tempo atrás ouvi uma declaração de alguém muito bem sucedido na vida que dizia:

“No nosso país, somos educados a todo momento para sermos ‘empregados’. Do ensino fundamental às faculdades. Se destacar no mercado de trabalho, ter um bom desempenho e um bom salário. E no final das contas, você se forma para trabalhar para alguém que arriscou tudo e obteve sucesso sem se quer uma base educacional”

Me identifiquei, pois várias páginas da minha carteira estão assinadas por pessoas que arriscaram.


Essa pressão inconsciente coletiva de que você precisa ser um empreendedor e tocar o próprio negócio é cada vez mais comum, mas não se vê incentivo/estímulos sinceros. E esse papinho político de formalidade nada mais é do que uma ilusão criada para monetizar a “sede de vencer”. Tudo é negócio, inclusive o seu sonho.

Email me when Wesley Caribe publishes or recommends stories